Lula sanciona lei que reforma Novo Ensino Médio, mas veta mudança no Enem

Lei nº 14.945/2024 foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (1º)

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Escola

Lula vetou trechos sobre mudanças no Enem (Foto: Leo Munhoz, Arquivo NSC)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que reforma o novo ensino médio, apesar de ter vetado os trechos sobre as mudanças na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Lei nº 14.945/2024 foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (1º). As informações são da Agência Brasil.

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O texto que tratava das mudanças no Enem foi aprovado no Congresso Nacional e dizia que, a partir de 2027, deveriam ser cobrados no exame os conteúdos dos itinerários formativos (parte flexível do currículo à escolha do estudante), além dos conteúdos tradicionais. A ideia foi aprovada durante a tramitação na Câmara dos Deputados, apesar de já ter sido retirada no Senado. Ela foi reinserida no texto final pelo relator, o deputado Mendonça Filho (União-PE).

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Novo ensino médio: atividades extraescolares poderão substituir carga horária de aulas

A justificativa para o veto foi que a cobrança do conteúdo flexível “poderia comprometer a equivalência das provas, afetar as condições de isonomia na participação dos processos seletivos e aprofundar as desigualdades de acesso ao ensino superior”. O veto deve voltar para análise dos parlamentares, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo.

A proposta de mudança já tinha sido criticada pelos integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é quem organiza o Enem.

De acordo com os itinerários, o aluno pode fazer a escolha de qual área do conhecimento ele quer se aprofundar, como matemática ou ciências. As escolas não devem, obrigatoriamente, oferecer todos os itinerários, podendo escolher quais ofertarão.

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Quais são as mudanças

A implementação das reformas deve ocorrer no ano que vem, em 2025, de acordo com a nova lei. Isso vale para os novos alunos que ingressarão no ensino médio. Quanto aos que já estão cursando, haverá um período de transição.

Após os ajustes, que incluíram idas e vindas entre as duas casas do Congresso e nove meses de tramitação, a essência do projeto do governo federal foi mantida. O objetivo era ampliar a parcela de conteúdos da formação básica curricular — as disciplinas tradicionais, como português, matemática, física, química, inglês, história e geografia, conforme delineado pela Base Nacional Comum Curricular.

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A carga horária de formação durante os três anos do ensino médio voltará a ser de 2,4 mil horas. No entanto, mais 600 horas obrigatórias devem ser preenchidas com disciplinas que serão da escolha do aluno. No total, a carga horária dos itinerários formativos será de 3 mil horas: 1 mil para cada ano, dividido em 200 dias letivos de cinco horas cada.

As disciplinas optativas terão, ainda, que estar relacionadas a um dos seguintes quatro itinerários informativos:

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  • Linguagens e suas tecnologias;
  • Matemática e suas tecnologias;
  • Ciências da natureza e suas tecnologias;
  • Ciências humanas e sociais aplicadas.

As especificidades da educação indígena e quilombola deverão, ainda, ser observadas pelas diretrizes nacionais.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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