“Joia escondida”: qual praia de São Francisco do Sul pode ser a 1ª Reserva Nacional do Surfe

Praia de São Francisco do Sul e outras quatro são finalistas do programa

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Praia do Sumidouro é uma das cinco candidatas a ser a primeira Reserva Nacional do Surfe (Foto: Gustavo Franco, Divulgação)

Uma das praias de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, é uma das candidatas a se tornar a primeira Reserva Nacional do Surfe. A praia do Sumidouro está na disputa e foi definida como “joia escondida” pelo Instituto Aprender Ecologia, proponente do Programa Nacional de Reservas de Surf (PBRS).

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Quais praias são finalistas

Conforme o Instituto Aprender Ecologia, a praia do Sumidouro em São Francisco do Sul possui uma onda rara e perfeita que chega a atingir 1,5 metro nos seus melhores dias. 

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— Uma joia escondida que oferece ondas desafiadoras e um ambiente natural preservado — publicou nas redes sociais.

Também é considerado um local paradisíaco, berço de espécies marinhas devido à presença de manguezais na área. A onda corre o risco de desaparecer por conta de projetos que têm a intenção de abrir portos no local, aponta o instituto.

Agora, a praia do Sumidouro é uma das candidatas no Programa Nacional de Reservas de Surf (PBRS). O resultado final está previsto para ocorrer no dia 31 de agosto. Para escolher as finalistas, foram considerados quatro critérios: 

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  • qualidade, consistência e relevância das ondas; 
  • características sócio ecológicas do ecossistema de surf; 
  • cultura, história e desenvolvimento do surf no local; 
  • engajamento comunitário, capacidade de governança  e sustentabilidade da Reserva.

O que é uma Reserva de Surf?

A Reserva de Surf tem como objetivo principal reconhecer picos icônicos e impulsionar o desenvolvimento sustentável, fomentando a cultura do esporte aliado à conservação ambiental  em locais específicos da costa brasileira. 

— Para o PBRS é muito significativo iniciar com cinco candidatas fortes de  três regiões do Brasil com características diversas em termos de  cultura, ecossistemas e qualidade de ondas. Isso  confirma o potencial de uma Rede Brasileira de Reservas de Surf como instrumento de engajamento e cooperação da sociedade  para a conservação e desenvolvimento sustentável da zona costeira — comemorou Rafael Goidanich, diretor executivo do Instituto Aprender Ecologia.

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Após o anúncio, a praia nomeada deverá iniciar a formação de um Comitê de Gestão Local e a organização do evento de celebração da designação como Reserva Nacional de Surfe, que será seguido pela elaboração de um Plano de Gestão com apoio do núcleo executivo do PBRS. 

A designação como Reserva Nacional de Surf terá duração de dois anos, quando precisará ser renovada. Atualmente, a Guarda do Embaú (SC) é a única representante brasileira no Programa Mundial de Reservas de Surf, com isso, um dos objetivos do PBRS é ampliar as oportunidades para que as praias nacionais possam aplicar este modelo inovador de gestão participativa baseada em ecossistemas.

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