Hospital Universitário e redução da fila de espera: as prioridades para a saúde de Blumenau

Projeto da NSC, "SC Ainda Melhor", traz sugestões de prioridades para melhorar o atendimento à saúde no município

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Posto de saúde em Blumenau (Foto: Patrick Rodrigues, Arquivo NSC Total)

Entre as 70 mil pessoas que aguardam, atualmente, por consultas com especialistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Blumenau, está o filho de Marlene Habitzreuter. O jovem Willian da Silva Antonio, de 19 anos, tem Transtorno do Espectro Autista e precisa de medicação específica para controlar os surtos causados pelo distúrbio. A previsão, no entanto, é que isso aconteça só daqui mil dias. Ou seja, a família terá de esperar quase três anos para ter acesso ao remédio, de forma gratuita.

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O dilema de Marlene é apenas um entre tantos outros. Na cidade, moradores de diferentes regiões também aguardam por atendimento na saúde pública. O problema chegou até a NSC e se tornou um dos eixos do SC Ainda Melhor, projeto que tem como objetivo estimular o público a decidir os assuntos que devem ser prioridade nos municípios. A ferramenta serve de guia neste período de eleições.

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Com mais de 380 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2024, Blumenau não possui uma unidade de pronto atendimento que funcione 24 horas por dia. Os hospitais e postos de saúde não dão conta da fila de espera, onde há cerca de 74 mil pedidos por consultas com especialistas, segundo a Secretaria de Saúde da cidade.

No caso de Marilene, além do filho que necessita de atendimento, o marido também aguarda há um ano e meio por uma consulta com um ortopedista para tratar de um problema no pé.

— Ele tem muita dor. Então toma muito remédio porque não tem o que fazer, tem que trabalhar. A gente tem que pagar aluguel, comer e sobreviver. Então é difícil, né? — diz a blumenauense.

Na mesma fila de espera ainda há moradores de outros municípios que também recorrem aos serviços de saúde em Blumenau. Entidades ouvidas pela NSC explicaram que é necessário estabelecer prioridades para amenizar o problema. Entre as recomendações, estão a criação de um hospital universitário para os moradores e a ampliação do atendimento na saúde aos finais de semana.

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Para Carlos Mosconi, ex-deputado federal e relator do Capítulo de Seguridade Social e Saúde na Assembleia Nacional, o gestor municipal tem o importante papel de ditar ao SUS o que precisa ser feito na cidade, conforme as particularidades da região. De acordo com ele, é necessário, portanto, planejamento para atender as demandas da população.

— Depende do funcionamento da unidade básica de saúde, qual a abrangência de cada uma delas em termos de percentuais de população. Quanto elas abrangem? 40%, 50%, 80% [dos moradores]? Isso é o que precisamos saber. Então cada região tem a sua diversidade. E quem define isso é o gestor municipal porque é ele quem sabe das necessidades da sua população. Saúde é essencial e todos precisam dela em algum momento da vida — finaliza.

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As sugestões do SC Ainda Melhor

Atendimento em postos de saúde em Blumenau

  • Tornar a estrutura do Campus 5 da Furb na Fortaleza Alta um Hospital Universitário com atendimento gratuito aos moradores.
  • Integrar o atendimento médico nas redes públicas com o uso da tecnologia, facilitando o acesso aos dados do paciente com um prontuário eletrônico.
  • Ampliar o atendimento de saúde aos fins de semana e criar alternativas de atendimento 24 horas fora de hospitais.
  • Investir na saúde básica, na prevenção, ampliar o serviço de Médico de Família.
  • Mapear e implantar plano para reduzir tempo de espera para consultas especializadas.

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