Maior cidade de SC entra, de vez, na era das expansões urbanas; quais serão as próximas

Área de maior porte teve sanção de lei de regulamentação

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Das novas expansões urbanas previstas, a Proteção de Paisagem Campestre a primeira a contar com lei de regulamentação, as demais estão na fila (foto: Reprodução)

A lei sancionada na semana passada pela prefeitura deu início, de vez, à era das expansões urbanas em Joinville. As expansões já haviam sido criadas no Plano Diretor e na revisão, inclusive duas delas foram implantadas, mas agora foi regulamentada uma área de grande porte, com 4,5 mil hectares. A Proteção da Paisagem Campestre é maior expansão de Joinville. Há outras na fila em Joinville, em escalada da ampliação do perímetro urbano.

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Nas áreas de expansão urbanas, regiões rurais passam a contar com possibilidade de usos urbanos, como lotes residenciais menores – o que facilita instalação de loteamentos e condomínios – e permissão para mais atividades econômicas. Quem for adotar os novos usos, precisa pagar outorga à prefeitura ou realizar investimentos de uso público, como em infraestrutura, por exemplo, por meio de operações urbanas consorciadas.

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Expansão Proteção da Paisagem Campestre

No caso da expansão da Paisagem Campestre, criada na revisão do Plano Diretor e agora regulamentada, são três setores, um para a região das marinas na foz do rio Cubatão e os demais para maior utilização residencial, com atividades econômicas. A área fica no Norte de Joinville, na região do Distrito de Pirabeiraba, com limites com os bairros Jardim Paraíso, Vila Cubatão, Jardim Sofia e Zona Industrial Norte.

A próxima expansão a ganhar lei específica deverá ser a Sul, com 3,2 mil hectares. A área é cortada pela BR-101 e a ferrovia, com limites com os municípios de Araquari e Guaramirim. O terreno do campus da UFSC Joinville faz parte da expansão. A proposta de regulamentação, enviada pela prefeitura, está em análise na Câmara. O projeto prevê três setores, com permissão para instalação de condomínios industriais, com serviços, comércios e atividades de educação e tecnologia. Dois dos setores poderão ter uso residencial.

As demais expansões ainda precisam ter projetos enviados à Câmara. Um deles, na condição de anteprojeto, chegou ao Conselho da Cidade: trata-se da expansão Oeste, com 714 hectares em área rural em volta dos bairros Vila Nova, São Marcos e Morro do Meio. Quase 40% da área é de preservação permanente, sem possibilidade de uso.

Os setores são de desenvolvimento misto, com a instalação de atividades industriais, tecnológicas, culturais, de lazer, comércio, serviço e residência, entre outras; e de desenvolvimento econômico, com liberação de parques de inovação tecnológica, formação profissional, atividades culturais e de lazer. A expansão Espinheiros também teve anteprojeto enviado ao Conselho da Cidade. São 230 hectares, em região vizinha à baía da Babitonga.

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As demais áreas de expansão urbana criadas em Joinville estão à espera de projeto para lei com regras para uso. A lista em a expansão na região da Estrada Palmeiras (258 hectares), Rio Velho, na zona Sul (80 hectares) e Paranaguamirim (759 hectares). Joinville tem 655 mil habitantes, conforme as estimativas de 2024 do IBGE. São 140 mil moradores a mais em relação a 2010.

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