Governo federal planeja projeto de lei para proibir uso de celulares em escolas

Texto que deve ser divulgado em outubro pretende dar segurança jurídica para estados e municípios que já discutiam proibição

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Governo planeja projeto de lei para proibir uso de celulares em escolas

Uso dos smartphones já é proibido em 28% das escolas brasileiras (Foto: Fernando Frazão, Agência Brasil)

O Ministério da Educação (MEC) deve divulgar em outubro um projeto de lei que irá proibir o uso de celulares em escolas públicas e privadas no Brasil. A proposta está sendo finalizada, e pretende dar segurança jurídica para estados e municípios que já discutiam essa proibição.

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Ainda não se sabe qual será a data exata de divulgação do projeto de lei. Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgado em julho, sugeriu que os celulares fossem banidos de ambientes escolares.

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Esse tipo de restrição já é adotada em países como França, EUA, Finlândia, Itália, Espanha, Portugal, Holanda, Canadá, Suíça e México.

Nos últimos anos, o uso dos aparelhos em escolas tem se tornado cada vez mais alvo de restrições, seja por parte das próprias escolas ou de regulamentações municipais ou estaduais.

Em 28% das escolas urbanas e rurais do Brasil, o uso dos aparelhos já é proibido. É o que aponta a a pesquisa TIC Educação 2023, lançada no início de agosto pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. Em cada 10 escolas, seis possuem algum tipo de regra sobre o uso de celular.

A pesquisa ainda mostra que a proibição do celular cresceu entre as instituições que atendem somente alunos mais novos, passando de 32% em 2020 para 43% em 2023.

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Levando em conta também escolas que possuem os anos finais do ensino fundamental, a proibição cresceu de 10% para 21% no período. Nas escolas com ensino médio, porém, somente 8% proibiram o acesso ao celular.

Estudos mostram prejuízos do uso de celulares

A Unesco aponta que o uso do celular não pode ser “soberano” e destaca os possíveis prejuízos na concentração dos estudantes. Segundo a agência, um em cada quatro países adotou esse tipo de proibição em escolas.

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Um estudo da Universidade de Stavanger, na Noruega, feito em 2012, aponta que navegar por um site, ao invés de virar a página de um livro físico, causa prejuízos para a memória e a interpretação dos estudantes.

Por sua vez, a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, revelou que o uso excessivo dos smartphones reflete em prejuízos na comunicação, problemas no sono e atrasos no desenvolvimento cognitivo.

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A presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, afirma que os celulares têm desempenhado papel de intermediador nas relações das crianças e adolescentes no ambiente escolar.

— É preciso colocar um limite firme e rigoroso, para que o aluno possa ter seu desenvolvimento cognitivo e seu aprendizado garantidos, além de preservar a convivência social e desenvolvimento emocional. E é importante que esses protocolos sejam determinados pelos estados e municípios, inclusive, para dar suporte aos gestores escolares — destaca Priscila.

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*Com informações do g1

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