Reabertura de canal em SC tem sugestão de ponte ferroviária móvel

Estudo foi apresentado nesta terça-feira

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Proposta de reabertura parcial do canal do Linguado tem sugestão de pontes ferroviária (foto: Arquivo AN)

Ponte ferroviária com segmento móvel (levadiça) está entre as sugestões de estudo sobre o canal do Linguado (São Francisco do Sul), elaborado pela Univali e apresentado nesta terça-feira em reunião do Grupo Pró-Babitonga, realizada em Joinville. O vão móvel seria para permitir a passagem de embarcações.

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O estudo da universidade, realizado com repasse do Ministério Público Federal, apontou a reabertura de 100 metros do aterro no trecho Sul, com remoção dos sedimentos acumulados por meio de dragagem, como a solução mais adequada. A sugestão será analisada pelo DNIT, com possibilidade de inclusão no futuro projeto de duplicação da BR-280 entre São Francisco do Sul e Araquari, lote do qual o canal do Linguado faz parte.

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O ponto indicado para a reabertura é o Sul, onde o aterro sobre o canal tem quase 400 metros e está mais assoreado. A BR-280 e a ferrovia de acesso ao Porto de São Francisco do Sul cruzam sobre esse aterro, assim como sobre os 600 metros do trecho Norte (há uma ilha entre dois segmentos). A sugestão é que sejam construídas pontes rodoviárias e ferroviária, com diferenças.

As pontes para a rodovia seriam construídas mais elevadas, para permitir a passagem de barcos. Seria uma ponte com quatro faixas ou duas pontes com duas faixas cada. Em nenhuma das hipóteses haveria interrupção por muito tempo do tráfego – as pontes seriam construídas ao lado do atual aterro. No caso da ferrovia, também seria instalada ponte, mas na mesma altura da atual ferrovia.

Em caso de estrutura elevada, a ponte ferroviária teria de ser mais extensa para permitir aclividade suficiente para os trens de carga subirem. Na sugestão, a ligação fica na mesma altura e, em um dos trechos, um vão é mantido erguido para a travessia das embarcações. No momento de passagem dos trens, o vão seria rebaixado, na altura da ferrovia. Curiosamente, antes da conclusão do fechamento do canal, em 1935, o local contava com ponte ferroviária, com dispositivo móvel – a estrutura girava quando era cruzada por uma embarcação.

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