ANÁLISE: Os erros e os acertos do Victoria’s Secret Fashion Show 2024

Desfiles da marca estavam suspensos desde 2018

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Desfile retornou com uma proposta mais “inclusiva". (Fotos: Reprodução, Youtube)

Depois do hiato de seis anos, motivado pela baixa audiência e uma enxurrada de críticas por apresentar um modelo ultrapassado de exaltação da magreza, o Victoria’s Secret Fashion Show teve uma nova edição na última terça-feira (15). Com uma proposta mais “inclusiva”, o retorno trouxe as famosas angels, e pela primeira vez modelos transsexuais, mid e plus size. Além de modelos que fizeram história em edições passadas e hoje integram o grupo das +50.

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Erros e acertos do desfile da Victoria’s Secret em 2024

Diversidade na passarela do Victoria’s Secret Fashion Show

O destaque positivo da noite foi a presença de modelos “diversas” na passarela, com grandes nomes como Ashley Graham, Paloma Elsesser e Alex Consani. O retorno de Bárbara Palvin, modelo que foi muito criticada na edição de 2018 do desfile, foi celebrado nas redes sociais. Em 2018, pesando 55 quilos, a jovem foi chamada de “plus size”. As críticas foram publicadas em sites e nas redes e a ela chegou a declarar que não sabia se retornaria aos desfiles da marca. Desta vez, a presença da modelo na passarela foi exaltada e parabenizada.

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Apesar deste ano ter modelos que fogem do padrão de desfiles anteriores, as profissionais mid e plus-size aparecerem, quase que em totalidade, com as respectivas barrigas “tampadas” por lingeries e roupas que escodiam partes do corpo. As modelos veteranas, as 50+, como Carla Bruni, Eva Herzigová e Kate Moss, que dividiu o palco com a filha Lila Moss, também seguiram essa mesma cartilha, com escolhas mais “recatadas”.

Angels sem o mesmo prestígio

As angels dividiram opiniões e foram consideradas acerto por uns e erro por outros. Elas são o símbolo “máximo” da marca e, ao longo dos anos, eram selecionadas criteriosamente. As Angels, além de terem contratos com a Victoria’s Secrets, eram responsáveis por carregar as “asas” nas passarelas.

O posto era considerado algo exclusivo e muito almejado por super modelos. Candice Swanepoel, Behati Prinsloo e as brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrosio carregaram as asas por anos. Nesta edição, elas não tiveram a mesma atenção e algumas produções deixaram a desejar. A escolha da marca para Candice Swanepoel, queridinha de quem acompanha o Fashion Show há anos, foi duramente criticada. A roupa, a asa e o rabo de cavalo do cabelo não agradaram. 

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Mas isto reflete o carinho do público com os símbolos da marca. Não agradou porque para as Angels se esperava mais. Além disso, a Victoria’s Secrets também segue dando atenção especial às brasileiras, que garantiram destaque no desfile e aplausos do público. Além das três Angels do Brasil – Adriana Lima, Isabeli Fontana e Alessandra Ambrosio  – a modelo trans Valentina Sampaio também esteve presente, se tornando a primeira brasileira trans a desfilar pela marca.

Infraestrutura do Victoria’s Secret Fashion Show

As modelos precisaram desfilar em uma passarela que deixou a desejar, assim como a iluminação durante os dois primeiros “rounds”, com as lingeries de cores mais claras. Muito larga e com modelos ziguezaguendo em alguns momentos, o espetáculo ficou confuso para quem assistiu online.

Mas a passarela foi uma boa escolha para os shows da noite, com Lisa, do grupo Blackpink, Tyla e Cher. Com dançarinos e os cantores performando, característica do desfile que já contou com grandes apresentações de Taylor Swift, Rihanna, Justin Timberlake e Bruno Mars, o palco comportou bem essas apresentações.

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Era impossível um retorno do Victoria’s Secrets Fashion Show sem que mudanças fossem realizadas. Mas depois de tanta espera, ficou um gostinho de que a marca poderia ter feito muito mais. Discutir os padrões de beleza defendido nas passarelas já é algo que ocorre há pelo menos uma década, o que revela um atraso da VS, ao preocupar-se com esse tema apenas em 2024.

Contudo, essa preocupação e cuidado deve existir para além do “evitar as críticas”, e sim porque há um mulheres mid e plus size que compram lingerie e querem ser atendidas pela marca. Assim, a pergunta que fica após o desfile de 2024 é se essa mudança e atenção à diversidade foi apenas uma resposta às críticas do passado ou se faz parte de uma mudança profunda da Victoria’s Secret.

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