Exportações de SC sobem 23% em outubro, mas seguem menores que em 2023

Proteína animal puxa alta das exportações catarinenses em outubro

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Porto de Itajaí

Apesar da alta de outubro, o faturamento das vendas externas de SC em 2024 segue abaixo do obtido em 2023 até esse mês (Foto: Complexo portuário Itajaí e Navegantes, Divulgação)

De janeiro a outubro, as exportações de Santa Catarina alcançaram US$ 9,6 bilhões, com recuo de -0,9% frente aos mesmos meses de 2023. As importações, no mesmo período, somaram US$ 28,1 bilhões, com alta de 19,5% na mesma comparação. Mas o mês de outubro teve um resultado acima do esperado nas exportações: elas alcançaram R$ 1,04 bilhão, o que representa alta de 23% frente ao mesmo mês de 2023.

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Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Brasil. Dos 10 produtos mais exportados pelo Estado, oito alcançaram receita maior lá fora em outubro, segundo análise feita pelo Centro de Inteligência e Estratégia da Facisc. As maiores contribuições foram das carnes de frango e suíno.

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No caso da carne de frango, além de maior valorização nos preços internacionais nos últimos dois meses, o Estado conseguiu vender mais em volume para México, Japão, Arábia Saudita e China. A carne suína também foi destaque, com maiores vendas para países da Ásia.

Outro mercado que se destacou em outubro foi o da Argentina. As exportações ao país vizinho cresceram 80% em outubro frente ao mesmo mês de 2023. A economia argentina segue numa fase difícil no primeiro ano da gestão de Javier Milei. Segundo o Banco Mundial (Bird), o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai ter retração de -3,5% este ano e crescerá 5% em 2025.

Um novo destaque do comércio exterior de SC, segundo o diretor de relações internacionais da Facisc, Evaldo Niehues Júnior, é o minério manganês. Ele disse que SC alcançou a segunda posição na venda desse produto lá fora, atrás apenas de Mato Grosso do Sul. E a compradora é a China.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, os principais parceiros comerciais de SC de janeiro a outubro foram os Estados Unidos, com 14,8% da receita total, seguido por China (11,4%), México (6,7%) e Argentina (6,2%).

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