As empresas do setor de construção civil passam por um momento de transição, começando o processo de implantação de estratégias sustentáveis e de responsabilidade socioambiental durante seus processos. Mesmo neste ramo de negócios, é possível adotar medidas baseadas em critérios ESG, sigla que representa, no inglês, Environment, Social and Governance (Ambiente, Social e Governança) – e as construtoras e incorporadoras que saem na frente, acelerando a transformação da construção civil em direção à sustentabilidade, ganham destaque em Santa Catarina.
As práticas ESG passam a fazer parte da agenda estratégica dos mais variados setores empresariais, deixando o contexto teórico para a prática, um pilar essencial para ter sucesso nos negócios. Técnicas e tecnologias que reduzem o desperdício, o consumo de materiais básicos e os danos ao meio ambiente passam a ser aliados das empresas, que criam padrões mais elevados para edifícios mais sustentáveis, influenciando outros players do setor a atingirem esses níveis de excelência.
O processo de transformação exige mudança de práticas, tecnologias e comportamentos, além da desmistificação de certos temas e comprovação das vantagens econômicas e sociais. Edifícios mais sustentáveis tendem a ser ocupados mais rápido e podem ter maior potencial de valorização associado a essas características.
Esse conceito é recente na construção civil, tendo sido citado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em cartilha lançada em meados de 2022, com estudos e pesquisas sobre o setor no Brasil e uma série de estratégias para reduzir e riscos e fomentar o planejamento para empresas que desejam começar a adotar a agenda ESG.
A agenda ESG é uma resposta a desafios globais e busca engajar entidades públicas, privadas, empresas e a população em geral para que adotem medidas para reduzir as emissões de gases nocivos ao meio ambiente e políticas de gestão responsável de recursos naturais até o estabelecimento de estruturas de governança ética e eficiente.
– Mais que um modelo, a agenda ESG deve ser adotada na prática, com soluções inovadoras e sustentáveis, que priorizem o impacto positivo e o legado para as próximas gerações – destaca o empresário, Alexandre do Amaral Groeler, CEO do Grupo OAD Incorporações
A OAD entende que basear suas decisões em critérios ESG traz benefícios de curto, médio e longo prazo – e por isso instituiu a diretoria de Governança, Gente e Gestão em 2024. Dessa forma, pode analisar métricas e realizar aprimoramento constantes, que embasam a definição de objetivos com mais precisão, adequados tanto às necessidades da empresa quanto dos clientes, parceiros e da comunidade, segundo Groeler.
O avanço de empresas que investem em inteligência de engenharia e arquitetura para desenvolverem projetos mais sustentáveis inspira outras empresas a adotarem medidas semelhantes, levando o mercado a evoluir na agenda de ESG como um todo.
– Adotar ESG significa investir no futuro. É criar um impacto duradouro, ao mesmo tempo que se entrega qualidade e inovação. Organizações que integram esses princípios não apenas gerem melhor os seus riscos, mas também constroem relações mais sólidas com investidores, parceiros, colaboradores e com a comunidade – completa Lara Francischetto, diretora de Governança, Gente e Gestão do Grupo OAD.
Na opinião de Francischetto, a agenda ESG reforça que o sucesso de iniciativas como as dos empreendimentos do Grupo OAD demonstra como a construção civil pode liderar mudanças significativas no setor.
Como a construção civil pode adotar práticas ESG?
Construções que proporcionam conforto e sofisticação, mas buscam maior eficiência nos processos, também podem adotar práticas sustentáveis com base em critérios ESG. Tendência crescente de integrar sustentabilidade às operações empresariais, no Grupo OAD, a prática vai além de um diferencial competitivo e se consolida como um compromisso com o futuro.
– Entendemos que nosso papel no mercado não se limita a entregar projetos, mas a criar valor para a sociedade, promovendo iniciativas que gerem impactos positivos e contribuam para um mundo mais equilibrado e sustentável – reforça Groeler.
Entre as estratégias, estão adoção de materiais sustentáveis, redução de resíduos, reuso de água, novos métodos construtivos, eficiência energética nos projetos e o desenvolvimento de empreendimentos que considerem a qualidade de vida dos moradores e da comunidade ao redor.
Medidas adotadas nos processos construtivos, aliadas a uma governança sólida, possibilitam que as companhias do setor não somente correspondam às expectativas de investidores e clientes, mas também abram novos caminhos para elevar o nível técnico da construção civil no estado catarinense e no mercado nacional.
Priorizando a inovação e transformação do setor, a OAD desenvolve projetos como o Natura, no Porto da Lagoa, primeiro canteiro de obras com o compromisso Lixo Zero de Santa Catarina. Nele, 97,71% dos resíduos são enviados para reciclagem. Além disso, a construtora também desenvolve o Makai Beachfront, que prioriza o compromisso Lixo Zero e adota um modelo construtivo híbrido, unindo métodos convencionais com off-site, com o objetivo de trazer mais segurança ao canteiro de obras e diminuir a menos geração de resíduos necessária para o lançamento do empreendimento.
