“Perplexo”, diz MPSC após governo Lula suspender convênio da PRF com GAECO

A suspensão obedece a uma determinação do Ministério da Justiça

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Procurador-Geral de Justiça em SC, Fábio de Souza Trajano (Foto: MPSC, Redes Social, Reprodução)

Um enorme retrocesso no combate ao crime organizado e à corrupção em Santa Catarina. Assim pode ser entendido o impacto da Portaria nº 830/2024 do Ministro da Justiça  Ricardo Lewandowiski, do Governo Lula, e a interpretação da Direção-Geral da Polícia Rodoviária Federal, expressa no OFÍCIO-CIRCULAR Nº 3/2025/DG, que na prática terminam com o convênio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) nos estados.

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A partir de segunda-feira (10), os policiais rodoviários federais que atuam no GAECO voltarão para as suas lotações de origem. O fato foi comunicado na quinta-feira (6) pelo inspetor Manoel Fernandes, superintendente da PRF/SC, ao Procurador-Geral de Justiça de Santa Catarina, Fábio de Souza Trajano. 

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Trabalho do GAECO em SC:

— Estamos absolutamente perplexos com a suspensão do convênio da Polícia Rodoviária Federal com o Ministério Público de Santa Catarina, em que nós temos policiais rodoviários federais na força-tarefa do GAECO. A partir desse momento, infelizmente, o combate à criminalidade organizada em Santa Catarina será fragilizado, como aos assaltos a bancos, ao tráfico de entorpecentes e às facções criminosas. Também em relação ao combate aos crimes praticados contra a administração pública, como a Operação Mensageiro e tantas outras — declarou o Procurador-Geral de Justiça Fábio de Souza Trajano. 

Trajano procurou o Coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense no Congresso Nacional, Valdir Covalchini, a fim de buscar apoio dos parlamentares do Estado para reverter a situação.

O governo federal vê “fragilidade jurídica” no trabalho conjunto da PRF com o GAECO.

O Brasil caiu no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2024, medido pela organização Transparência Internacional, e chegou à pior nota e pior colocação da série histórica, que pode ser comparada desde 2012.

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Não é por acaso. 

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