Durante um almoço com empresários, na última segunda-feira (17), o governador Jorginho Mello (PL) deu sinais de que vai efetivamente privatizar a Casan. Aos empresários presentes no encontro, em Florianópolis, ele respondeu a uma pergunta sobre saneamento e deixou no ar a intenção. Jorginho usou uma expressão popular, típica dele: “Antes de vender um cavalo, a gente tem que dar uma penteada nele.” Em seguida, afirmou que a direção atual promoveu ajustes internos e que o governo deixou de aportar recursos na companhia.
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Na sequência, o governador declarou que estão em andamento estudos sobre o destino da companhia. Recentemente, em um café com jornalistas, ele admitiu que o saneamento da Casan será repassado à iniciativa privada. Agora, o discurso foi ampliado, o que pode incluir o abastecimento de água no pacote. Durante a campanha de 2022, Jorginho prometeu que não privatizaria a Casan e a Celesc, mas afirmou que as empresas precisariam apresentar resultados efetivos.
Para a ex-presidente e servidora da Casan, engenheira Roberta Maas dos Anjos, “qualquer discussão sobre mudanças na gestão do saneamento deve ser conduzida com planejamento, embasamento técnico e transparência.” Ela, que também preside o Sindicato dos Engenheiros (Senge-SC), defende que “não se trata de questionar se a empresa deve ser pública ou privada, mas sim de como essa decisão está sendo tomada”.
Para Roberta, “a privatização, sem um planejamento adequado e sem critérios técnicos claros, pode comprometer o acesso universal ao saneamento e impactar diretamente a saúde pública e o desenvolvimento do Estado”.
Nas próximas semanas, o governo deve apresentar os estudos que estão em andamento. Depois, a tendência é que um projeto seja enviado à Assembleia Legislativa (Alesc). Recentemente, em entrevista ao Bom Dia SC, da NSC TV, o presidente da Alesc, Julio Garcia (PSD), disse que a terceirização dos serviços de saneamento através de parceria público privada para aumentar o tratamento de esgoto no Estado é bem vista pelos deputaados.
