Café com Ânderson: Os efeitos da prisão do vice-prefeito de Lages

Bastidores políticos estão agitados

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(Foto: Arte NSC)

Bom dia! Começamos mais uma semana. O Café com Ânderson desta segunda-feira, 24 de março, repercute os bastidores agitados do Poder em Santa Catarina. Leia abaixo:

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Violência doméstica
A prisão do vice-prefeito de Lages, Jair Junior (Podemos), no sábado (22), mexeu com a cidade e com o mundo político. A denúncia da ex-namorada do político é grave e traz detalhes assustadores. A prefeita Carmen Zanotto (Cidadania) foi rápida, ainda na noite de sábado, ao se manifestar sobre o caso. Nos próximos dias, ela precisará lidar com o assunto e se posicionar novamente, mesmo diante do afastamento de Jair do cargo, como anunciado por ele na noite de domingo (23). O fundamental é uma apuração rigorosa e a proteção da vítima

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Revés
Carmen imprimia um ritmo forte para fazer com que Lages vivesse um novo momento, após a fase complicada devido à operação Mensageiro, que chegou a prender o então prefeito Antonio Ceron (PSD), em 2023. A grave denúncia contra o vice dela, porém, fez a cidade voltar às páginas policiais e exigirá uma nova postura da prefeitura para manter a estratégia inicial no centro da gestão. Mas, mais do que isso, Carmen tem a missão de colocar o combate à violência contra a mulher como uma das prioridades da administração municipal.

Repercussão
Diversos políticos ligados a Lages se manifestaram sobre o episódio nas redes sociais. Um deles foi o deputado estadual Lucas Neves, também do Podemos, que afirmou ter recebido as denúncias com “surpresa e profunda preocupação”. Fora da cidade, vereadoras e deputadas estaduais também se posicionaram sobre o caso.

Solto
Jair foi solto ainda no sábado após o pagamento de uma fiança imposta pela Justiça. Em vídeo nas redes sociais, ele se defendeu: “O que está sendo noticiado não corresponde à verdade.” Ao mesmo tempo, admitiu que teve um relacionamento “com vários erros de ambas as partes”. O vice-prefeito também era presidente da Semasa na cidade.

E agora?
Nos bastidores, há uma expectativa sobre possíveis ações do governador Jorginho Mello (PL) nos próximos dias, em resposta ao lançamento político de João Rodrigues (PSD) para 2026. No entanto, há quem defenda que Jorginho não deveria entrar na eleição antecipada e deveria focar na gestão.

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Dissidentes
Paulinho Bornhausen (PSD), atual secretário de Articulação Internacional e Projetos Especiais do governo Jorginho, foi às redes sociais defender uma “direita unida” em Santa Catarina. Paulinho usou uma imagem ao lado do prefeito da Capital, Topazio Neto (PSD), onde os dois simbolizam os nomes pessedistas que defendem uma aliança do partido com Jorginho para 2026.

Aliás
Como a coluna contou no sábado (22), o pai de Paulinho, o ex-governador Jorge Bornhausen, foi peça-chave para que o PSD de SC conseguisse um vídeo do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, anunciando apoio a João Rodrigues. Outro movimento que teve Jorge no comando foi a ida à Chapecó do governador Ratinho Junior.

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Privatização
Leitores atentos da coluna lembram que a Constituição Estadual de SC impõe uma regra importante para uma eventual privatização da Casan. Qualquer alienação superior a 49% das ações da companhia, assim como qualquer venda que implique na troca do controle acionário, dependerá obrigatoriamente de autorização legislativa, com posterior consulta popular.

Formato
A Constituição diz que o modelo de consulta popular é em forma de referendo. Este é um obstáculo a mais caso a decisão do governo do Estado seja realmente pela “venda” da companhia, como Jorginho indicou dias atrás.

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Próximo assunto
Depois da disputa no MP-SC, o tema que vai movimentar os bastidores jurídicos nas próximas semanas em Santa Catarina é o aumento de vagas para desembargadores no TJ-SC. O projeto está na pauta do Pleno do Tribunal para o dia 2 de abril, e, nos corredores jurídicos, a pergunta é: será aprovado pela maioria dos 96 magistrados?

Cooperativismo
O advogado Elio Luís Frozza foi eleito, em assembleia geral, para o cargo de presidente do Conselho de Administração do Sicoob Advocacia, a instituição financeira das advogadas e advogados. Catarinense de Pinhalzinho, Frozza tem uma longa história junto à OAB-SC e à Caixa de Assistência, onde exerceu vários cargos, como conselheiro, delegado e coordenador. Ele assume para a gestão 2025/2029.