Deputados de SC discutem após acusação de violência política de gênero; veja fotos

Embate ocorreu durante a primeira parte da sessão desta quarta-feira (26)

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(Foto: Rodolfo Espínola / AgênciaAL)

A denúncia feita por uma deputada estadual de Santa Catarina, na tarde desta quarta-feira (26), marcou a primeira parte da sessão da Assembleia Legislativa (Alesc). Paulinha (Podemos) alegou que foi vítima de violência política de gênero por parte do também deputado Ivan Naatz (PL). O caso teria ocorrido, segundo ela, em um grupo de WhatsApp com outros parlamentares da bancada do Vale do Itajaí, no dia 18 de março. Após a manifestação da deputada, Naatz fez um discurso de resposta na tribuna, atacando Paulinha.

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De acordo com a deputada do Podemos, a violência de gênero teria começado quando ela foi escolhida para presidir a bancada do Vale, formada dentro da Assembleia. No grupo de WhatsApp, Naatz teria repetidamente chamado Paulinha de golpista por ela ter assumido a coordenação do grupo, em detrimento de outro parlamentar. Em uma postagem sobre as prioridades da bancada, Naatz também teria respondido e apoiado comentários que descredibilizavam a liderança da deputada, com base em sua roupa. No discurso desta quarta-feira, Paulinha destacou que, ao longo dos anos, evitou expor esses episódios por receio de que a denúncia resultasse em mais ataques e isolamento.

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Veja fotos da discussão na Alesc

Por fim, Paulinha mencionou a violência política de gênero sofrida recentemente por outras mulheres com mandato, como em Joinville e Santa Cecília, e questionou como poderia incentivar vítimas a denunciarem abusos se permanecesse em silêncio diante dessa situação. “Propor e aprovar leis em favor das mulheres é importante, mas se não estivermos dispostos a cultivá-las e a cumpri-las, não merecemos a honra de estar aqui”, concluiu a parlamentar.

Resposta de Naatz

Ao subir na tribuna, Naatz iniciou sua fala afirmando: “Golpistas são homens e mulheres. Golpista não é uma palavra feminina, não é uma palavra masculina. Golpista é quem comete um golpe. Quem comete um golpe se autoproclama num espaço onde não foi indicada e não foi eleita”. O deputado criticou o feminismo, dizendo que “o feminismo comete muitos erros, e um desses erros é a vitimação. Se vitimar como mulher é um erro. Se vitimar como homem é um erro. Todos somos capazes de fazer enfrentamento, sendo homem ou sendo mulher”.

Sobre a questão envolvendo a coordenação da bancada, Naatz afirmou: “Se houve um problema na coordenação, é lá que deveria ser debatido. Não saímos daquele foro, porque é lá que tem que ser discutido. Quem busca sair desse foro é porque quer se vitimar. Discute lá no foro, na coordenação.”

Assim que o deputado terminou sua fala, Paulinha foi ao microfone e voltou a atacar Naatz. Ele então falou por mais um minuto, e a sessão seguiu com novos ataques entre os dois. Depois, a deputada Luciane Carminatti foi chamada para dar sequência à sessão, mas teve que ser interrompida, pois Paulinha ainda disparava contra Naatz fora do microfone.

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Carminatti, já na tribuna, afirmou que o caso deve ser levado para análise da Comissão de Ética da Alesc, onde deverá ser garantido o acolhimento das partes e o direito à ampla defesa, conforme estabelecido pela Constituição.