Com 16 restaurantes em Florianópolis, Grupo Noma oferece experiências gastronômicas que contam histórias

De sushi e frutos do mar a hambúrguer e café, Grupo Noma oferece diversidade e qualidade desde 2015 na capital catarinense

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O primeiro restaurante, que foi o embrião do que hoje é o Grupo Noma, foi inaugurado em 2015, no Centro Histórico de São José (Foto: Divulgação)

Mais do que oferecer experiências gastronômicas inesquecíveis, restaurantes também podem contar histórias. Essa é a premissa das casas do Grupo Noma, que conta com 16 empreendimentos em 14 espaços físicos em Florianópolis: desde a inauguração de seu primeiro restaurante, a essência do grupo sempre foi criar ambientes e cardápios que se conectam com as pessoas.

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O idealizador e fundador do Grupo Noma é o empreendedor Ivo Pires. Formado em Publicidade e Propaganda, Ivo sempre teve uma grande paixão por pessoas e por poder contar histórias – isso, somado ao incentivo familiar para o estudo e ao desejo de empreender que cultivava desde a infância, fez com que ele mudasse o caminho de sua carreira e investisse no setor de restaurantes. Ivo brinca que não sabe cozinhar, mas acredita que isso não é um empecilho:

– Nenhum dos restaurantes é igual ao outro. Gosto de pensar no público, na história que estamos contando. Tudo tem a ver com a casa, o que ela quer passar. Uma coisa que eu faço toda vez que vou abrir um restaurante é escrever a história dele, escolher uma música que o representa. Todo restaurante tem um perfil de público bem definido.

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O primeiro restaurante, que foi o embrião do que hoje é o Grupo Noma, foi inaugurado em 2015, no Centro Histórico de São José. Com o sucesso da primeira casa, a expansão foi um processo natural: no ano seguinte, abriu o Amalfi, localizado na beira do mar do bairro Santo Antônio de Lisboa, no Norte da ilha, e especializado em frutos do mar, que foi o primeiro estabelecimento do grupo.

– Quando abri meu primeiro restaurante, brinquei com meus amigos falando que ia abrir um em Jurerê no ano seguinte. Eu tinha 23 anos e, no ano seguinte, acabei montando o segundo empreendimento, que foi em Santo Antônio, uma região que tem uma veia gastronômica muito forte.

Depois do Amalfi, as operações no Grupo Noma se multiplicaram, com a inauguração do Noma Sushi, no Centro da cidade, e de restaurantes como Olivia Cucina, Fazendinha e outros. A primeira unidade do Noma Sushi demonstra o que é a essência das casas do grupo: à época, foi construído em um espaço que costumava ser um antiquário, mantendo as características do espaço. Segundo Ivo, não foi um antiquário que virou um restaurante, e sim um restaurante que abriu dentro do antiquário.

Natural de Florianópolis e apaixonado pela cidade, Ivo conta que a localização de seus primeiros empreendimentos no setor foram muito baseadas “no feeling”. Mas não apenas isso: foram realizadas também pesquisas e estudos para identificar os melhores pontos. Não é à toa que grande parte das casas estão espalhadas por bairros como Jurerê Internacional, Santo Antônio de Lisboa e Centro, que são alguns dos cenários mais bonitos da cidade.

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– Florianópolis é uma cidade maravilhosa. Dentro do grupo, temos um setor de inteligência que analisa, entre diversos índices, o perfil de consumo por região. Existem diferenças de consumo bem distintas. Hoje, ao planejarmos qualquer movimento, consideramos também a nossa capacidade logística dentro da ilha.

Bastidores da gastronomia

Para dar conta de todo esse ecossistema de restaurantes espalhados pela ilha, o Grupo Noma possui uma infraestrutura por trás: com um centro de distribuição de 1.200 m², é possível dar suporte e abastecimento a todas as operações do grupo. O espaço é formado por açougue, peixaria, panificação e outras estruturas que contribuem para a manutenção do padrão de qualidade de tudo o que é servido nas casas, e também abriga o escritório central do grupo.

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Ivo compara o centro de distribuição e toda a operação de “bastidores” dos restaurantes ao de uma indústria:

– Eu diria que nós, do ramo, atuamos tanto na indústria quanto no varejo. O centro de distribuição nos permite ter um processo mais verticalizado, com maior controle da qualidade do que é produzido. Ele também ajuda na organização, evitando rupturas por parte dos fornecedores.

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Responsável por casas como Le Tuá, Reino da Selva, Parque Encantado, Amado Pescador, Bem Brazza, Lulu Marché, Let’s Burger, Fogo & Mar, Olivia Caffè e Café Quintal, além do Noma Sushi, Amalfi, Olivia Cucina e Fazendinha, o grupo está, no momento, concentrado em melhorar ainda mais sua eficiência operacional. Em seus dez anos de atividade no setor, Ivo relata que foram inúmeros os desafios enfrentados: mas, mesmo entre pandemia, catástrofes climáticas e grandes chuvas que interromperam o funcionamento das operações, entre outros obstáculos, foi sempre com foco nas pessoas que o Grupo Noma conseguiu atravessar esses momentos, conseguindo expandir e ampliar suas operações na ilha e fora dela.