Balneário Camboriú compra inseticida inédito em SC para combater a dengue

Produto começa a ser aplicado nesta terça-feira (29)

Compartilhe:

(Foto: Divulgação/Prefeitura de Balneário Camboriú)

Com 221 casos confirmados de dengue, Balneário Camboriú vai começar a usar um inseticida inédito em Santa Catarina para controlar o mosquito Aedes aegypti. O produto chamado de Fludora Co-Max, considerado um dos mais eficazes, foi entregue nesta segunda-feira (28), acompanhada de capacitação às equipes da Vigilância Ambiental para aplicação correta do produto.

Continua após a publicidade

Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp

– Este inseticida tem mais de 80% de eficácia comprovada e é compatível com nosso minigerador. Ou seja, com uma aplicação conseguimos atingir uma área muito maior do que as aplicações realizadas com as bombas costais – explicou a Secretaria de Saúde, Aline Leal.

Continua após a publicidade

Veja fotos do produto abaixo

O novo inseticida será utilizado em regiões com indícios de surto, ou seja, locais onde forem identificados vários casos no mesmo período. Nessas áreas, o uso será feito com o novo inseticida e minigerador, que cobre entre 50 e 100 hectares por aplicação. Já nas demais regiões, a aplicação segue com tradicionais bombas costais, que têm alcance de cerca de sete hectares.

A primeira aplicação está programada para esta terça-feira (29), às 18h30min, no Bairro Vila Real, entre as ruas Dom Diniz e Araquari, abrangendo um raio de 34 hectares.

– Uma questão muito importante de ressaltar é que este inseticida não atinge as abelhas, o que é uma preocupação de muitas pessoas – complementou o diretor da Vigilância Ambiental, David Cruz.

O investimento municipal foi de R$14 mil para a compra de 20 litros do Fludora Co-Max. A cada dois litros de inseticida, adiciona-se oito litros de água, totalizando dez litros de produto, segundo o diretor da Vigilância.

Continua após a publicidade

Até a última sexta-feira (25), Balneário Camboriú registrava 221 casos de dengue. Destes, 95 são autóctones, 4 importados, 105 indeterminados e 17 seguem em investigação.