Fernando Collor deixa a prisão e cumprirá pena domiciliar após decisão do STF

Defesa do ex-presidente, de 75 anos, comprovou que ele tem Parkinson desde 2019 e sofre de outras comorbidades

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Ex-presidente Fernando Collor aguarda decisão do STF para ser transferido para penitenciária

Ele foi preso na última sexta-feira (25) (Foto: Moreira Mariz, Agência Senado)

O ex-presidente Fernando Collor de Mello deixou a prisão nesta quinta-feira (1º) e poderá cumprir pena em regime domiciliar. A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado por corrupção e outros crimes investigados na Lava Jato, ele estava preso desde a última sexta-feira (26).

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Collor estava em uma cela especial em Alagoas, seu estado de origem, para cumprir a condenação de 8 anos e 10 meses de prisão. Porém, a defesa do ex-presidente, de 75 anos, comprovou que ele tem Parkinson desde 2019 e sofre de outras comorbidades, como privação crônica de sono e transtorno bipolar.

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Ele usará tornozeleira eletrônica e terá a visitação restrita a advogados. Ainda, não poderá deixar o país e teve os seus passaportes suspensos. Moraes afirmou na decisão que o estado de saúde de Collor motiva o benefício concedido:

“Embora o réu Fernando Affonso Collor de Mello tenha sido condenado à pena total de 8 anos e 10 meses de reclusão e 90 dias-multa, em regime fechado, a sua grave situação de saúde, amplamente comprovada nos autos, sua idade – 75 anos – e a necessidade de tratamento específico admitem a concessão de prisão domiciliar humanitária”.

Pedido de prescrição foi rejeitado

Ainda, a defesa de Collor também solicitou o reconhecimento da prescrição da pena. Contudo, o pedido foi negado por Moraes, que citou decisões anteriores da Corte:

“Afasto inicialmente o novo pedido da Defesa no tocante à ocorrência de prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de corrupção passiva, uma vez que essa tese já foi afastada pela maioria do plenário do STF”.

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Collor foi condenado por crimes investigados na Lava Jato

O ex-presidente Fernando Collor foi condenado pelo STF em 2023 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, durante uma investigação que apurou desvios na BR Distribuidora.

A defesa de Collor tentou recorrer diversas vezes, mas não teve sucesso. A concessão da prisão domiciliar ocorre a partir do entendimento de casos semelhantes que buscar garantir a proteção dos direitos humanos na execução penal.

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*Com informações do g1

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