Como a Alameda Rio Branco em Blumenau se tornou reduto de imóveis milionários; FOTOS

Região localizada no Centro Histórico da cidade foi refúgio dos grandes empresários no passado e até hoje é sinônimo de luxo.

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Fotos do passado da Alameda Rio Branco (Foto: Arquivo Histórico de Blumenau)

No site de uma imobiliária blumenauense, um belíssimo apartamento no bairro Jardim Blumenau procura por um novo dono. Com 612 metros quadrados de área útil, piscina privativa, alto padrão de acabamento e suítes que são maiores do que casas, o imóvel está à venda pela bagatela de R$ 10 milhões às margens da Alameda Rio Branco, no coração da cidade.

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Um pouco mais à frente, ainda na badalada “Alameda”, outro apartamento anseia por um novo morador. Com 450 metros quadrados de área útil, sauna, acabamento fino e quatro suítes, ele está à venda por R$ 8 milhões. Por ali, ainda há coberturas por R$ 7 milhões e até alguns mais em conta, na casa dos R$ 6 milhões, por exemplo. Mas, afinal de contas, o que tornou a Alameda Rio Branco sinônimo de luxo e de cifras tão altas?

Veja fotos antigas da Alameda Rio Branco

A resposta está, como em muitas coisas na vida, no passado blumenauense. Décadas e décadas atrás, a localização privilegiada e o planejamento urbano na região favoreceram a ocupação por famílias mais abastadas. A proximidade com o comércio pulsante da cidade e com instituições públicas e filantrópicas, como o prédio da prefeitura — outrora em frente ao Biergarten — e o Teatro Carlos Gomes, fizeram com que a Alameda, então chamada de “Rua do Imperador” (Kaiserstrasse), se desenvolvesse.

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A proximidade com o Rio Itajaí-Açu também foi fator determinante — apesar das sucessivas enchentes, como você confere nas fotos da galeria desta matéria. Isso porque o rio, no passado, era estratégico para o transporte e também para o comércio, o que agilizava a logística nos tempos da carroça, por exemplo. 

Simbolismo de poder

Havia e há até os tempos de hoje na Alameda Rio Branco os inevitáveis sinônimos de poder e de riqueza. Os casarões antigamente construídos às margens da via seguiam padrões arquitetônicos europeus, com influências principalmente germânicas. Grandes sobrados com jardins traziam um contraste à Alameda em relação a outras ruas que, também, expunham diferenças sociais. 

Esse contexto econômico e social, alinhado às transformações urbanas, fez com que a Alameda Rio Branco mantivesse o status de riqueza e poder, mesmo em meio ao século 21. Com os imóveis mais caros e o metro quadrado mais valorizado de Blumenau, a tradicional via foi e ainda é o refúgio da alta sociedade.