Com 70,9%, Santa Catarina tem o maior percentual do país, ao lado do Rio Grande do Sul, de pessoas que possuem algum tipo de renda. Ao todo, são 5,37 milhões de pessoas, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurados ao longo de 2024. O percentual é o maior da série histórica iniciada em 2012 e supera o ano de 2023, quando o Estado registrou 69,4%.
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Os dados foram divulgados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE. A pesquisa leva em consideração a soma do rendimento do trabalho com qualquer outro tipo de fonte, como aposentadoria e pensão, aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador, programas sociais do governo e outros.

De acordo com a PNAD, entre 2023 e 2024, a proporção de pessoas com rendimento do trabalho em Santa Catarina cresceu de 53,1% para 54,6%, o maior valor desde 2012. No mesmo período, o percentual de pessoas com rendimento de outras fontes também cresceu, de 22,2% para 22,4%, o que representa o maior percentual desde 2017 (23,4%).
Já a proporção de pessoas com outros rendimentos, que inclui aplicações financeiras, bolsas de estudo e outros, teve recuo de 1,6% para 1,5% entre 2023 e 2024. Este é um cenário contrário do nacional, que subiu de 1,5% para 1,6%.
Pessoas com rendimento de outras fontes
Em comparação a 2023, a proporção de pessoas com rendimento de Aluguel e arrendamento em Santa Catarina cresceu, de 2,2% para 2,4%. Este é o segundo maior percentual do país, ao lado de Paraná e Rio Grande do Sul, abaixo somente do Distrito Federal (2,8%).
A modalidade é liderada por aposentadoria e pensão (15,6%), seguida de aluguel e arrendamento (2,4%), pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (1,8%), programas sociais do governo (2,6%) e outros rendimentos (1,5%).
Valor médio dos rendimentos
De acordo com os dados, o rendimento médio mensal real de todas as fontes em Santa Catarina é de R$ 3.590, o quarto do país, abaixo do Distrito Federal (R$ 5.147), São Paulo (R$ 3.785) e Rio de Janeiro (R$ 3.618).
O valor representa um crescimento de 8,1% em relação a 2023 (R$ 3.321). Segundo o IBGE, este é o terceiro ano consecutivo de alta. Considerando apenas os rendimentos referente a trabalho, o valor médio é de R$ 3.698, o quinto maior do país, com aumento de 7,5% em relação a 2023.
Já a média do rendimento de outras fontes é de R$ 2.345, o maior da série estadual com um crescimento de 8,4%.
Os percentuais da PNAD foram calculados levando em consideração a estimativa de habitantes em 2024 do IBGE.
*Sob supervisão de Leandro Ferreira
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