Apesar de estarem na disputa pelo bicampeonato da NBA, os Celtics vivem um momento de pressão nos bastidores. Segundo o jornalista Shams Charania (ESPN), é consenso na liga que mudanças significativas acontecerão no elenco para a próxima temporada.
O motivo principal está nas duras restrições impostas pelo novo acordo coletivo da NBA, que pune severamente os times que ultrapassam o chamado second apron — e Boston já está acima desse limite.
O second apron é um patamar salarial criado como forma de controlar os gastos das franquias. Ele representa um segundo nível de penalização, fixado aproximadamente US$ 17,5 milhões acima do teto de luxo.
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Equipes que ultrapassam esse limite enfrentam sanções mais severas, como a impossibilidade de realizar certas trocas, restrição no uso de exceções salariais e proibição de enviar escolhas de Draft a longo prazo em negociações.
A situação financeira dos Celtics é preocupante. A folha salarial total, somada às multas, chega a US$ 500 milhões para 2025-26 — um recorde histórico. O time possui cinco jogadores com salários acima de US$ 28 milhões na próxima temporada, e contratos extensos que totalizam mais de US$ 1 bilhão em extensões assinadas nos últimos dois anos, conforme detalhado pelo El País.
O proprietário Wyc Grousbeck já havia alertado sobre esse cenário. Antes de vender a franquia por US$ 6,1 bilhões ao grupo liderado por Bill Chisholm, ele afirmou que a atual formação da equipe não era sustentável a longo prazo, e que o esforço foi feito para conquistar o título imediatamente. A venda da equipe também teria sido influenciada por divergências familiares sobre os gastos com o elenco.
Nomes como Kristaps Porzingis e Jrue Holiday são vistos como possíveis peças de troca, enquanto Tatum, Brown e White devem ser mantidos.




