Saiba como os cuidados paliativos fizeram parte do adeus ao Papa Francisco e José Mujica

Abordagem encara a morte como um processo natural, dando conforto e respeitando a autonomia e os desejos do paciente

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Cuidados paliativos acolhem também os familiares do paciente. Foto: Freepik

Cuidados paliativos acolhem também os familiares do paciente. Foto: Freepik

Duas personalidades mundiais trilharam seus últimos momentos de forma semelhante, optando por cuidados paliativos no fim da vida: o Papa Francisco e José Mujica, ex-presidente do Uruguai. Apesar das doenças distintas, a abordagem escolhida traz um olhar diferenciado para a medicina, pois entende a morte como um processo natural, sem acelerá-la ou postergá-la, a despeito do sofrimento do paciente.

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Em 21 de abril deste ano, aos 88 anos, o pontífice morreu sem sofrer, segundo a equipe médica, diante de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) repentino. Nos últimos anos, o Papa Francisco vinha sofrendo com dores crônicas nos joelhos devido à osteoartrite, condição que piorou após quedas registradas em dezembro de 2024 e em janeiro deste ano. Sua condição de saúde ficou em evidência após uma bronquite demandar internação hospitalar, e ficou mais fragilizada após uma pneumonia. 

— Sob a luz dos Cuidados Paliativos, vemos o Pontífice como um senhor octogenário, com diversas intercorrências em breve espaço de tempo, e com recuperação limitada. O que acende um alerta, pois poderia prenunciar que o Papa Francisco estivesse chegando no período final da vida. As entrevistas do médico que supervisionou o tratamento do Pontífice, Sergio Alfieri, demonstraram que o Papa e a equipe que o acompanhou tinham consciência disso. Em algumas entrevistas, Alfieri comentou que o Papa tinha vontade de voltar para casa. Que faleceu em casa e sem sofrimento, como desejou – destaca a médica Laura De Faveri, especialista em medicina paliativa.

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Em 13 de maio, foi a vez do ex-presidente do Uruguai José Mujica partir. Diagnosticado com tumor de esôfago, que evoluiu para estágio avançado, a decisão de Mujica foi de não tratar o câncer após a metástase, pois já havia enfrentado anteriormente tratamentos e intervenções. Em janeiro de 2025, Mujica disse que seu ciclo havia acabado e que um guerreiro também “tem direito a seu descanso”, pensamento alinhado com a estratégia de medicina paliativa.

— Mujica percebeu que seu corpo não era mais o mesmo, estava ficando mais fraco; que estava se aproximando do final de sua vida. Ao entender isso, ele optou por afastar-se dos holofotes e viver a vida na sua fazenda, como achava melhor Sua escolha foi diferente do Papa Francisco, que escolheu ser Papa até o final da vida. Não há escolha certa ou errada. Cada pessoa tem uma história, uma vivência, uma realidade. O mais importante é poder escolher; não viver (ou sofrer) de uma forma que não gostaria — explica a especialista.

A prática da medicina paliativa deve ter início da forma mais precoce possível, principalmente quando houver diagnóstico de irreversibilidade de uma doença crônica ou possível fatalidade. Com o envelhecimento da população, a abordagem passa a ser cada vez mais necessária, tendo em vista o aumento do risco de doenças degenerativas, câncer, entre outros. 

— Costumo dizer aos familiares dos meus pacientes que nossa vida e nosso corpo são como uma vela queimando. Muitas vezes, conseguindo ver as chamas fraquejando. E não só nós, equipe médica e familiares percebem isso, mas a própria pessoa doente — completa De Faveri.

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MesoClinic: Especialista em cuidados paliativos

Assim como o Papa Francisco e o ex-presidente uruguaio Mujica, pacientes com doenças crônicas ou terminais podem ser beneficiados com uma estratégia completa relacionada aos cuidados paliativos, que traz um novo olhar à medicina, mais humanizado. Pensando nisso, a MesoClinic oferece serviços especializados nesta área, com cuidado, atenção, respeito ao conforto e à autonomia do paciente, prestando serviço de apoio psicológico a ele e seus familiares em um momento difícil.

Os cuidados paliativos visam prevenir e aliviar o sofrimento, ao identificar, por meio de uma equipe técnica especializada, sintomas físicos relacionados à doença ou ao seu tratamento, como dor, náuseas, enjoos, entre outros. Com auxílio de profissionais capacitados, é possível ter uma avaliação minuciosa de problemas que podem ocorrer, além de promover a qualidade de vida com apoio psicológico e espiritual.

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Em um ambiente calmo e acolhedor, a Meso Clinic oferece um atendimento humanizado completo voltado aos cuidados paliativos, com profissionais especializados, incluindo a médica Laura De Faveri e a psicóloga Vanessa Beck, que são referência no setor.

Respeito e acolhimento andam juntos, para que os pacientes possam enfrentar as dificuldades da doença da forma menos dolorosa possível. Além disso, os profissionais auxiliam no suporte emocional, inclusive no momento do luto.

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A instituição de saúde conta ainda com  uma equipe completa de médicos especialistas, que podem auxiliar no diagnóstico e principais cuidados, incluindo infectologista, cardiologista, hemodinamicista, endocrinologista, cirurgião vascular e endovascular, neurologista, nutricionista, pediatra, reumatologista, ginecologista e obstetra, psiquiatra, psicóloga, dermatologista, dentista, cardiologista, ortopedista, mastologista, urologista, paliativista e clínicos médicos.

Os cuidados paliativos são de extrema importância para pacientes com doenças graves e progressivas, pois trazem conforto, dignidade e autonomia – sendo que este processo deve ter início o quanto antes, e pode ser inserido em conjunto com demais tratamentos escolhidos pelo paciente, visando sempre a melhoria da qualidade de vida.

Acesse o site da Meso Clinic e agende uma consulta com a equipe multidisciplinar.