Com 165 anos completados no último dia 15, Itajaí celebra não apenas a sua história, mas também o presente vibrante e o futuro promissor que vem sendo construído por seus moradores. Junho é um mês especial para o município, tempo de comemorar a identidade, a força econômica e o crescimento de uma cidade que pulsa com inovação e pertencimento.
Itajaí é hoje uma das cidades mais influentes de Santa Catarina – não apenas por sua localização estratégica ou pela importância logística, mas também pela conexão com suas raízes. O nome da cidade remete aos povos originários tupis guaranis, que a chamavam de “Táahy”, “Tajay”, “Tajahug”, “Jatahy” e, por fim, “Itajaí”, que significa o rio das pedras.
A cada aniversário, a cidade prepara um calendário recheado de eventos que espalham cidadania pelos bairros. Em 2025, as comemorações ganharam ainda mais força, com diversas atrações gratuitas para todas as idades: exposições culturais, espetáculos teatrais, atividades esportivas, distribuição simbólica de mudas nativas, o tradicional corte do bolo. Além disso, o município lançou o Programa Cidade Empreendedora, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e o apoio aos pequenos e médios negócios.
Quem faz Itajaí acontecer
Itajaí é feita de gente. De homens e mulheres que escolheram a cidade para viver e que, com trabalho e dedicação, movem a engrenagem da cidade mais rica de Santa Catarina.
Um deles é Nely Mário Lyra, mais conhecido como seu Nico. Desde 1989, ele vende laranjas e mel aos sábados na tradicional feira do Fiuza Lima, no bairro São Roque. Os produtos vêm direto das propriedades da família e a banca hoje é dividida com o filho, a nora e a neta. “Naquele tempo, o pessoal ainda ficava embaixo da telha”, lembra com saudade.
Mais de três décadas depois, a feira se transformou, mas manteve seu caráter familiar. Muitas bancas ainda são de pequenos produtores que chegam com caminhões carregados de frutas e hortaliças. E é justamente nesse vai e vem das estradas que outro personagem ajuda a contar a história do município.
Janseron Maçaneiro, o Patrola, começou a trabalhar ainda menino vendendo picolé no porto. Com o tempo, se apaixonou pelo universo dos caminhões. Hoje, ele roda o Brasil levando cargas, às vezes por 30 ou 40 dias seguidos, mas carrega um fato no coração: “como conheço bastante o resto do país, eu tenho uma certeza absoluta: Itajaí é o melhor lugar pra se viver”.
É esse sentimento de pertencimento que move tantos empreendedores locais, como Ana Paula, à frente da pastelaria fundada pelos pais há 40 anos no Centro da cidade. A mãe era filha de pescador, e o pai, comerciante, decidiu apostar no novo negócio ao ver um anúncio de venda. A ideia deu certo e virou tradição. Hoje, Ana e o marido tocam a pastelaria, que segue encantando gerações. “Tem cliente que vinha com os pais e agora traz os netos. É muita memória afetiva envolvida”, conta.
Por falar em memória, Arlindo Fernandes, ou Legendário, guarda muitas. Especialista na pesca de robalo, lembra da infância nas margens do Itajaí-Mirim com o avô, pescando tainha na batera. “Naquela época não tinha rede, não tinha tarrafa. A gente batia no piri e a tainha caía dentro da batera”, relembra.
Sobre o robalo, descreve com entusiasmo: “quando você pega um de oito, dez, doze quilos no caniço, a adrenalina vai a mil!”. E avisa: “tem que ficar esperto, senão cai da pedra”.
A cidade que um dia viveu da pesca, da madeira e do porto, hoje abriga uma indústria forte que emprega centenas de famílias. E enquanto o progresso avança, há também espaço para a reflexão. “São Roque está virando cidade muito rápido. Itaipava também. Colônia Japonesa é só galpão. Então daqui a 10, 15 anos não tem mais terra de colono”, observa seu Nico, com um misto de saudade e preocupação.
Mas essa preocupação vem do amor por suas origens. E quem resume isso com carinho é seu Arlindo: “é uma cidade fantástica, linda. Que continue assim”.
Assim é Itajaí: feita de pessoas que constroem, diariamente, uma cidade que cresce com coragem, preserva suas raízes e segue de olhos bem abertos para o futuro.
Essas são apenas algumas das muitas histórias que fazem, todos os dias, a força de Itajaí e que ajudam a explicar os números que colocam o município no topo dos líderes de crescimento no estado.
Itajaí em números: o cenário de gente que faz acontecer
Mais do que simples números, os indicadores abaixo refletem o trabalho diário de milhares de itajaienses que fazem a cidade acontecer todos os dias, firmando-se, em 2025, como uma das potências econômicas de Santa Catarina.
A cidade conquistou o segundo lugar no ranking estadual de geração de empregos, resultado do dinamismo de setores como serviços, comércio e logística – todos em expansão e atraindo novos investimentos.
- População: mais de 265 mil habitantes;
- PIB estimado: R$ 47 bilhões (1º quadrimestre de 2025);
- PIB per capita: R$ 210 mil por habitante (crescimento de 40% nos últimos anos);
- Empregos formais: mais de 128 mil (registrado em maio de 2025), com mais de 4.020 novas vagas abertas só entre janeiro e abril;
- Empresas ativas: mais de 60 mil, com 6.705 abertas apenas nos primeiros cinco meses do ano, com alta de 51,18% em relação a 2024;
- Setores em destaque: serviços, logística portuária, agropecuária, indústria naval e alimentícia, construção civil e comércio.
Tudo isso é fruto da combinação entre investimentos públicos, como obras de infraestrutura urbana, e o espírito empreendedor da comunidade. A ampliação da infraestrutura urbana – com novos acessos, obras de pavimentação e revitalização – impulsiona a logística e melhora a qualidade de vida.
A expansão do mercado imobiliário, a modernização de marinas, estaleiros e frigoríficos, além da instalação de centros de distribuição, reforçam a vocação do município para o empreendedorismo, o turismo de eventos e a economia azul.




