O aberto de tênis de Wimbledon entrou na segunda e decisiva semana, mas a história de uma atleta já eliminada chamou a atenção nesses dias de disputas na grama britânica. Trata-se da história de uma canadense, Carson Branstine, que estreou no Grand Slam, mas se destacou por outra profissão, a de modelo.
Carson Branstine tem 24 anos e chegou até a chave principal de Wimbledon após passar pela qualificatória. Logo na estreia ela enfrentou a número 1 do mundo Aryna Sabalenka e foi eliminada. Porém, a história dela é daquelas que o esporte conta diversas vezes e ainda assim surpreendem.
Como não é uma atleta frequente em grandes torneios, Carson concilia a carreira de atleta com a de modelo. Diante das câmeras ela levanta dinheiro para manter a vida de tenista. A primeira grande premiação nas quadras foi justamente em Wimbledon. Para jogar a primeira rodada ela embolsou 66 mil libras, algo em torno de R$ 492 mil. Mas nem sempre foi assim.
A história é de superação, mas também de quem sente prazer nas duas profissões.
– Adoro estar na frente das câmeras durante uma sessão de fotos. É divertido, adoro moda. Foi um dos motivos pelos quais consegui pagar algumas das minhas viagens. Eu não queria pedir nada aos meus pais. Queria que tudo viesse de mim e do meu tênis – diz.
Chamada de a estreante mais bonita de Wimbledon, ela não se importa em ser reconhecida não apenas pelo seu jogo, mas pela sua aparência.
– Não fui contratada por essas agências por causa do meu tênis, mas sim pela minha aparência. Ser modelo e jogar tênis são estranhamente parecidos – você é um objeto muitas vezes, e as pessoas às vezes esquecem que você também é uma pessoa – afirmou em entrevista ao Teleghaph.
Carson Branstine chorou por causa de saldo bancário
Carson Brantine relembrou em entrevista à imprensa britânica de quando ainda era uma jovem tenista e precisava financiar suas próprias competições. Sem patrocinador, sem apoio, sem nada.
– Moro no sul da Califórnia, e só de encher o tanque já estava consumindo muito minha conta – relembra.
Em uma situação dessas, Carson diz que precisou entregar comida pelas ruas de Los Angeles após os treinos para levantar grana e poder seguir em competições.
– Lembro-me de uma manhã, algumas semanas antes de jogar minha primeira final da WTA em Cancún, quando olhei para o saldo da minha conta e só tinha US$ 26. Pensei em como vou me financiar para o torneio agora. Chorei. Liguei para meus amigos, mas não me deixaram ligar para meus pais… se eles descobrissem, ficariam muito bravos. Eu simplesmente disse a mim mesma: ‘Não pense muito. Faça’. Então, depois do treino, dirigi por Los Angeles e entreguei jantares para as pessoas – afirma.
Ela também possui bacharelado em Sociedade, Ética e Direito, com especialização em Filosofia e Gestão Esportiva e chegou a trabalhar também como assistente em escritórios de advocacia.


