Uma cápsula espacial que transportava cinzas de 166 pessoas em uma missão pela startup alemã The Exploration Company (TEC) não conseguiu retornar à Terra após orbitar o planeta duas vezes, no final de junho, e se perdeu no espaço. Os voos da TEC, oferecidos pela empresa americana Celestis, são uma espécie de homenagem a pessoas já falecidas e os preços podem chegar a R$ 274 mil. As informações são do g1.
De acordo com Charles Chafer, CEO da Celestis, esta seria a primeira missão em que as urnas funerárias retornariam à Terra para que fossem devolvidas às famílias. Segundo a empresa, o contato com a cápsula espacial foi perdido uma vez e retomado. Mas, logo depois, por causa de um superaquecimento, foi perdido novamente.
Uma investigação será feita para entender o motivo de a cápsula, que fazia parte da missão “Nyx Mission Possible”, ter sido perdida.
— A partir de uma altitude orbital de 550 km, a cápsula reentrou com sucesso de forma controlada, com a comunicação restabelecida após o aquecimento máximo. No entanto, as comunicações foram perdidas a 26 km de altitude, pouco antes da fase que precede a abertura dos paraquedas — explicou.
O que é o serviço de voos memoriais espaciais
Em uma cápsula, são enviadas cinzas ou amostras de DNA de pessoas e animais de estimação para o espaço. O objeto orbita a Terra algumas vezes e depois retorna para o planeta, quando vídeos dos principais momentos é fornecido para os familiares.
Restos mortais de famosos já foram enviados ao espaço com esse tipo de serviço, como o criador da série Star Treck, Gene Roddenberry, em 2024.
Os preços para contratar esse tipo de serviço e lançar um grama de cinzas ao espaço variam, dependendo da “sofisticação”, entre U$ 3.495 (R$ 19 mil) a U$ 49.995 (R$ 274 mil). No serviço mais simples, a cápsula fica em uma ambiente sem gravidade por pouco tempo e, depois, volta para a Terra.
Já nos serviços mais caros, a cápsula dá voltas na Terra, orbita a Lua, pode ir até mesmo para o “espaço profundo”, e volta. A cápsula pode, também, pousar na Lua.
A TEC pediu desculpas aos clientes que “confiaram a nós suas cargas”. Chafer, CEO da Celestis, confirmou que “não será possível recuperar ou devolver as cápsulas de voo”.
— Compartilhamos da decepção das famílias e oferecemos nossa mais sincera gratidão pela confiança […] Esperamos que as famílias encontrem algum conforto ao saber que seus entes queridos fizeram parte de uma jornada histórica. Lançados ao espaço, orbitaram a Terra, e agora descansam na vastidão do Pacífico, semelhante a um tradicional e honroso espalhamento no mar — disse.
Além das cinzas, também havia material vegetal e sementes de cannabis na cápsula, como parte de um experimento sobre os efeitos da microgravidade no cultivo da planta.
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