Ele era a estrela da base do Barcelona quando Messi chegou a La Masia. Não eram concorrentes, pois um era atacante e o argentino meia. Dividiam o mesmo empresário, mas um brilhou e se tornou melhor do mundo, campeão de quase tudo que disputou e seu colega não vingou. Estamos falando de Gabriel Santiago Fernández, o Baby.
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Em entrevista ao jornalista Toni Padilla, Baby admitiu não ter aproveitado bem as oportunidades na carreira, as escolhas erradas e o desperdício do que poderia ser uma jornada espetacular, comum àqueles que são cria da base do Barcelona. Mas para ele foi diferente.
– Eu daria minha mão inteira para voltar. Com certeza, tendo o conhecimento que tenho agora, eu teria chegado (à elite). Deram-me muitas oportunidades. Dizem que passa um trem na sua vida, mas a mim passaram uns 10 ou 12 e eu não aproveitei nenhum – lamentou Baby, hoje com 39 anos, um a mais do que Messi.
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Ele conta que era um atacante na base, artilheiro de La Masia, tratado como joia rara e promessa de uma carreira grandiosa com a camisa azul-grená. Inclusive, ele era daqueles “maiorais” de elenco, a referência não só em campo, mas fora dele para os colegas:
– Na verdade era a Turma do Baby, não a Turma do Messi. Por exemplo, fui artilheiro e melhor jogador nos principais torneios por dois anos. Quando Messi chegou, no primeiro treino, eu disse: “Ufff”. Ele jogava como camisa 10 e eu como 9, então não disputávamos posição.
Com a mudança de diretoria, ele perdeu espaço no time e pediu para sair. Mesmo com uma contraproposta de contrato por mais oito anos, conseguiu sua liberação, mas sob a condição de não defender os rivais Real Madrid e Atlético de Madrid.
– Eu não entendia. Pensava que era melhor sair do clube. Pedi a dispensa e me ofereceram um contrato de oito anos, mas recusei. Me dispensaram obrigados, mas me impediram de ir para o Real Madrid ou para o Atlético de Madrid.
Depois disso ele rodou por clubes pequenos da Espanha, como Damm, Figueres, Gavá, Córdoba, Almería e Mallorca, quando fraturou a tíbia e ficou 1 ano e meio fora dos gramados. Após toda essa jornada que poderia ter dado muito certo, ele afirma que não se arrepende.
– Viam que eu tinha um potencial muito grande, mas não tinha muita responsabilidade. Não me arrependo. A vida dá muitas voltas, e o futebol está muito difícil – completou.





















