Prefeito de SC anuncia ações após ficar disfarçado de pessoa em situação de rua

Ações foram anunciadas nesta semana

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(Foto: Divulgação)

Na semana em que um prefeito de Santa Catarina divulgou a experiência de ter passado quase 24 horas disfarçado como pessoa em situação de rua, novas ações voltadas para a assistência social na cidade foram anunciadas. O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), surpreendeu a população local com a ação feita no último dia 10 de julho. Depois da divulgação, ele anunciou uma série de medidas.

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Como encaminhamento imediato, afirma a prefeitura, será criado um grupo de trabalho multidisciplinar com o objetivo de construir soluções integradas que envolvam acolhimento, prevenção, tratamento e segurança. As forças de segurança pública também serão envolvidas na construção.

Veja fotos da experiência do prefeito

A equipe definiu ainda o envio de um projeto de lei à Câmara de Vereadores que trata da regulamentação da internação involuntária em casos específicos de dependência química, como quando houver risco à integridade da própria pessoa em situação de rua ou de terceiros, e recusa ao tratamento voluntário. Paralelo a isso, será ampliado o número de vagas disponibilizadas pela Administração Municipal para o tratamento. Também foi autorizada a formação de mais uma equipe para a abordagem social e o Centro POP, com pessoal técnico e veículo.

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O grupo de trabalho também avaliará a criação de um Observatório Municipal para mapear, cadastrar e monitorar em tempo real os casos de pessoas em situação de rua em Criciúma.

A secretária de Assistência Social, Dudi Sônego, explicou que, por meio das novas medidas será possível construir estratégias e soluções integradas, não apenas para o acolhimento e tratamento das pessoas, mas, também, com foco na prevenção: “Com a ampliação da nossa equipe técnica vamos poder acompanhar com mais efetividade as pessoas nas ruas e em tratamento, posteriormente encaminhando para as suas famílias e para oportunidades de emprego. O aumento das vagas para tratamento e a possibilidade da internação involuntária nos casos de risco também devem auxiliar nisso. São ações que impactam a saúde dessas pessoas, a segurança da cidade e o mercado de trabalho”, comentou.