As obras de reconstrução das três pontes pênseis, destruídas pelas enchentes de novembro de 2023, em Rio do Sul, começaram nesta segunda-feira (18) após a liberação da primeira parcela de recursos federais no valor de R$ 409,7 mil. O repasse corresponde a 30% de um convênio firmado com a Defesa Civil Nacional, que totaliza R$ 1,28 milhão. A contrapartida municipal será de R$ 84,3 mil, o que totaliza R$ 1,36 milhão para concluir o projeto.
Segundo a Administração Municipal, a empresa Construrio, vencedora do processo licitatório, foi acionada para mobilizar equipes e dar início à execução. O prazo estimado para conclusão é de 120 dias, e a instalação do canteiro de obras já iniciou nesta semana.
Comunidades afetadas desde 2023
As pontes que serão reconstruídas fazem a ligação entre bairros importantes da cidade: Jardim América e Canta Galo; Bremer e Navegantes; e Taboão e Barra da Itoupava. Desde a interdição, os moradores precisaram buscar rotas alternativas, muitas vezes mais distantes, para acessar serviços, escolas, universidades e locais de trabalho. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Fernando César Souza, a mudança no trânsito causou transtornos, como mais tempo de deslocamento e engarrafamentos.
A recuperação das pontes passou por um processo de quase dois anos. Logo após a enchente, em novembro de 2023, a prefeitura enviou o Formulário de Informações de Desastre ao Governo Federal. Entre janeiro e maio de 2024, o projeto técnico passou por adequações, até que foi aprovado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
No entanto, a etapa licitatória sofreu entraves. A primeira concorrência, em janeiro de 2025, foi invalidada porque a empresa vencedora não comprovou capacidade técnica. Apenas em maio de 2025, com novos editais, a Construrio foi definida como responsável pelas obras. A portaria que autorizou o empenho dos recursos foi publicada em 1º de julho de 2025.
A primeira parcela só foi transferida em 11 de agosto, quando equipes da empresa realizaram vistorias nas estruturas interditadas. No dia seguinte, o cronograma de execução foi alinhado em reunião com o município.
Importância prática e simbólica
As pontes pênseis foram construídas entre 2006 e 2012, desde então, sempre tiveram grande importância para a comunidade. Segundo o secretário, como elas foram construídas para facilitar a travessia e a mobilidade dos moradores, ela era utilizada diariamente pela população. Fernando reforça, também, que a reconstrução também tem valor simbólico.
— As enchentes de 2023 deixaram marcas profundas na cidade, e a recuperação das pontes é um gesto de superação. Elas passam a simbolizar a capacidade de Rio do Sul de se reerguer e seguir em frente, mesmo após adversidades. É um exemplo de resiliência coletiva e da importância da união entre poder público e comunidade — afirma.
Obras devem ser concluídas em 2025
A previsão da prefeitura é que até o fim de 2025 as três pontes já estejam em funcionamento. A expectativa é que a entrega devolva fluidez ao deslocamento urbano, fortaleça a integração entre os bairros e alivie os transtornos enfrentados pela população há quase dois anos.
