O projeto do emissário submarino para a destinação do efluente tratado em Florianópolis está de volta à pauta. Em um evento do Lide, na noite de quinta-feira (28), na Capital, o presidente da Casan, Edson Moritz, pediu o apoio dos empresários presentes para que o sistema possa, enfim, sair do papel. Segundo ele, as discussões ocorrem desde a década de 1970.
– O emissário submarino é a solução para a Ilha de Santa Catarina – afirmou Mortiz durante a apresentação feita ao público do Lide.
O presidente da companhia de água e esgoto de Santa Catarina disse que a questão do emissário e a construção da estação de tratamento de esgoto do Rio Tavares, no Sul da Ilha, são os atuais calvários a serem resolvidos. Em relação ao emissário, ele lembrou que outras cidades brasileiras já adotam o modelo, e questionou o fato de a Capital ainda não ter o mesmo sistema.
Em 2023, o então presidente da Casan, Laudelino Bastos, chegou a afastar a possibilidade do projeto, mas afirmou que no “futuro” a pauta precisaria ser discutida novamente. Nas últimas décadas, diferentes grupos ambientais questionaram o formato usado para o despejo do efluente tratado por conta dos impactos que o material poderia causar no mar.
O emissário submarino é uma tubulação com cerca de um metro de diâmetro que despejaria o efluente a cerca de 5,5 quilômetros da costa e a uma profundidade de 35 metros. O projeto chegou a ser judicializado e aguardava aprovação do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), que só concedeu licença até então para a estação de tratamento. A parte que avançaria debaixo do mar aguardava estudos técnicos.
