PF indicia mulher que tentou agredir Flávio Dino em avião na véspera de julgamento do STF

Flávio Dino integra a Primeira Turma do STF, que vai conduzir parte dos julgamentos

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Flávio Dino

Flavio Dino foi ofendido durante um voo de São Luís a Brasília (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom, Agência Brasil)

A Polícia Federal indiciou uma passageira que gritou e tentou agredir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino durante um voo de São Luís para Brasília, na tarde de segunda-feira (1º). Segundo a PF, a mulher vai responder por injúria qualificada e incitação ao crime. As informações são do g1.

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O episódio aconteceu na véspera do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do chamado núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado, que acontece nesta terça-feira (2). Flávio Dino integra a Primeira Turma do STF, que vai conduzir parte dos julgamentos.

De acordo com a assessoria de Dino, ele estava sentado e trabalhando, de cabeça baixa, quando a passageira embarcou e começou a gritar frases como “o avião estava contaminado” e que “não respeitava esse tipo de gente”. Em seguida, ela se dirigiu até a poltrona do ministro, mas foi impedida por um dos seguranças que acompanhava a viagem.

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O ministro não reagiu às ofensas, conforme a assessoria. A mulher foi contida por um segurança do ministro, que se colocou entre os dois, impedindo uma possível agressão.

Ainda conforme a nota, a mulher também apontou para Dino enquanto dizia “o Dino está aqui”, como uma “clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo”. A mulher foi advertida pela aeromoça chefe de cabine e a Polícia Federal foi acionada. Um agente que estava de plantão no aeroporto de São Luís entrou na aeronave, conversou com a segurança do ministro e informou que a ocorrência seria comunicada à superintendência de Brasília.

Como será o julgamento

O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista acontece nesta terça-feira (2) e deve se estender por outras cinco datas já reservadas pelo STF: 3, 9, 10 e 12 de setembro.

Os primeiros dias devem ser dedicados à leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, à sustentação oral do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que terá até duas horas para falar, e dos advogados dos oito réus, incluindo a defesa de Bolsonaro, cada um com até uma hora para manifestação.

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Depois disso, o ministro Alexandre de Moraes deve apresentar a proposta de voto, em que irá pedir a condenação ou absolvição dos réus. Os demais ministros da Primeira Turma votam na sequência, em ordem de antiguidade no tribunal: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que fecha o julgamento por ser presidente da Turma.

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