As investigações sobre a morte do fisiculturista e personal trainer Valter de Vargas Aita, de 41 anos, seguem em andamento em Chapecó. O delegado Deonir Moreira Trindade, titular da Delegacia de Homicídios, informou nesta segunda-feira (8) que os depoimentos começam a partir de hoje e que a companheira do atleta, de 43 anos, continua sendo a principal suspeita do crime.
Segundo o delegado, a mulher ainda não prestou depoimento porque permanece internada sob custódia. Por enquanto, as condições de saúde não permitem que ela seja ouvida.
Relembre o caso
Valter, conhecido como “Valtinho”, foi encontrado morto na manhã de domingo (7) nas escadas do prédio onde morava, no Centro de Chapecó. O homem apresentava múltiplos ferimentos de faca no abdômen, costas, rosto e pescoço. Testemunhas relataram ter ouvido uma briga momentos antes do crime.
Uma vizinha disse que viu o atleta tentar sair do prédio gravemente ferido, mas ele caiu próximo ao acesso principal após perder muito sangue.
A mulher apontada como suspeita também foi encontrada ferida no local e levada ao hospital. Durante a ocorrência, a polícia identificou que ela tem um mandado de prisão em aberto no Rio Grande do Sul, onde foi condenada a 15 anos de prisão por latrocínio.
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Trajetória no esporte
Natural de Santa Maria (RS), Valter acumulava mais de 20 anos de carreira no fisiculturismo, com participações em competições e conquistas em pódios. Atuava como personal trainer em Chapecó e era conhecido pela disciplina com treinos e alimentação.
Nas redes sociais, costumava compartilhar a rotina de atleta e dizia seguir há mais de duas décadas um estilo de vida regrado, que considerava “uma verdadeira religião”.
Familiares, amigos e colegas de academia lamentaram a morte e lembraram dele como um homem íntegro, guerreiro e dedicado.
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