Ouvido pela Comissão de Meio Ambiente da Alesc, nesta terça-feira (23), o presidente da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú, Auri Pavoni, fez revelações surpreendentes sobre o histórico do sistema de tratamento de esgoto na cidade. Hoje com 95% de eficiência, após investimentos de melhorias, o tratamento chegou a registrar apenas 1% de eficiência no verão de 2024.
– O esgoto dava um passeio na estação de tratamento e voltava in natura para o rio – explicou o diretor.
Os resultados, na época, refletiram nos índices em balneabilidade da Praia Central. O mar, principal atrativo turístico da cidade chegou a ficar 100% impróprio para banho.
Uma série de obras, ao longo dos últimos meses, trouxe avanços significativos ao saneamento em BC, de acordo com Pavoni.
Entre elas, a troca de membranas na lagoa de aeração, reformas nos decantadores e instalação de novo tratamento preliminar – em andamento. Solicitante da reunião, o deputado estadual Carlos Humberto (PL) questionou os motivos para que a situação tenha chegado a níveis tão preocupantes.
– Havia um estudo da Fipe para privatizar a Emasa. Cada gestor trata essa questão como quiser, mas se a decisão for pela privatização, não faz sentido depredar o patrimônio público antes de vender. Esse foi um grande prejuízo para a cidade – disparou o diretor.
O presidente da Comissão, deputado Marquito (PSOL), colocou em votação um requerimento para que o Ministério Público de Santa Catarina informe o andamento das investigações sobre o prejuizo causado à empresa e os crimes ambientais associados.
