Um decreto de estado de exceção foi assinado pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta segunda-feira (29), de acordo com a vice-presidenta Delcy Rodríguez, para o caso de “agressão” dos Estados Unidos. As informações são do g1.
O decreto permite que Maduro tenha poderes especiais, atuando ” em matéria de defesa e segurança e defender a Venezuela” se os Estados Unidos “chegarem a se atrever a agredir nossa pátria”, segundo Rodríguez.
O decreto foi assinado após os Estados Unidos enviarem oito navios de guerra e tropas para o Caribe, em agosto. Na ocasião, os EUA afirmaram que a mobilização era para combater o tráfico de drogas. Trump vem acusando Maduro, também, de liderar um cartel no país.
Trump e Maduro vêm tendo embates desde 2017, no primeiro mandato de Trump, quando ele falou em “opção militar” para a Venezuela. Em março de 2020, os EUA acusaram Maduro de narcoterrorismo.
Ajuda contra líderes de cartel e ataques
Maduro ofereceu ajuda para Trump na captura de líderes de um cartel de drogas, no início de setembro, de acordo com a agência Bloomberg. O presidente da Venezuela enviou uma carta a Trump, pedindo diálogo para reduzir as tensões entre os países.
No último dia 16, Trump anunciou o terceiro ataque contra embarcações supostamente de drogas da Venezuela, com o reforço de navios de guerra, submarino nuclear e caças F-35 no Sul do Caribe.
Trump afirmou que o ataque matou “três homens narcoterroristas a bordo da embarcação”. Ele negou, no entanto, que queria uma mudança de regime na Venezuela, mesmo com a recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à prisão de Maduro.
