Futebol de várzea estreia tecnologia que o Brasileirão ainda não tem

Iniciativas aconteceram em competições de Santa Catarina e Rio Grande do Sul

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Visão da câmera do árbitro (Foto: Canal do Fabrício, Reprodução)

Visão da câmera do árbitro (Foto: Canal do Fabrício, Reprodução)

O futebol de várzea do Brasil inovou mais uma vez e estreou a câmera do árbitro, tecnologia que ficou famosa na Copa do Mundo de Clubes. Chamada de refcam, a ferramenta foi testada em jogos não profissionais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

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Veja imagens da câmera do árbitro na várzea

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Na várzea, a iniciativa foi do Canal do Fabrício, que transmite jogos do futebol amador catarinense e gaúcho no YouTube. Fabrício Espindola, dono do canal, implementou câmeras GoPro, com o auxílio de uma faixa, na cabeça ou na região do peito dos árbitros.

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A técnica é diferente da forma utilizada nas competições profissionais internacionais, onde os juízes utilizam um pequeno dispositivo acoplado no fone de comunicação, localizado acima da orelha.

— Já existiam algumas tentativas no mundo, mas nada muito efetivo, quando fiz a primeira vez, no começo de 2024. Logo na primeira vez que fizemos já foi fantástico, quando pude ver as imagens para editar. O ângulo de visão do árbitro, o som do campo, reclamações, diálogos, tudo de um jeito que quem assiste futebol por vezes não tem ideia de como funciona — disse Fabrício ao ge.

Recentemente, o jogo entre Flamengo e Racing, pela ida da semifinal da Copa Libertadores, contou com essa ferramenta. Jesús Valenzuela apitou a partida no Maracanã com uma câmera localizada no peito.

Veja como foi a utilização da câmera do árbitro na várzea

Inovação na várzea

Em suas redes sociais, Fabrício já colocou o projeto em prática algumas vezes. A mais recente foi em Torres, no Rio Grande do Sul, em confronto válido pela Liga Serramar, entre Mar Azul e Capão da Canoa. O juiz Fernando Bertin presenciou uma goleada do Mar Azul por 4 a 1, com direito a gol de placa, filmado de perto.

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No entanto, tudo começou em 2024, no jogo entre Guarani e Jaguarari, pelo Campeonato Amador de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Nesta primeira oportunidade, o árbitro a utilizar a câmera foi Claudir Herdt, que apita pela Liga Atlética do Vale Mampituba (LAVM) e também faz parte do quadro de arbitragem da Liga Nacional de Futsal (LNF).

Na mesma competição, alguns dias depois, foi a vez de Cid Miró entrar em campo “equipado” para filmar a partida de dentro das quatro linhas. Ele, que também faz parte da arbitragem da LAVM e LNF, apitou o duelo entre Guarani e Coruja, pela mesma competição. Na mesma competição houveram outras tentativas, que também deram certo.

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A visão de um árbitro

Os juízes conseguiram flagrar de perto golaços, faltas, reclamações de atletas e outros bastidores das partidas. Cid Miró foi um dos árbitros a utilizarem a câmera para mostrar como é a visão de dentro do campo.

— Foi uma experiência muito legal. Foi bom porque isso inibe até os próprios jogadores, que respeitam mais por estarem sendo filmados. Evitando xingamentos e reclamações. Depois a gente consegue ver ângulos melhores da jogada — relatou Cid.

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*Com colaboração de Diego Piovezan

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