Desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Polícia Federal ampliou o esquema de segurança do prédio da Superintendência Regional, em Brasília, onde ele cumprirá a pena determinada pela Corte.
O protocolo da PF inclui vigilância permanente na sala ocupada por Bolsonaro, uso de arma anti-drone, checagem de refeições e equipes de prontidão para reagir a qualquer movimentação atípica.
Bolsonaro estava em prisão preventiva, mas na terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o trânsito em julgado da ação da trama golpista. Na decisão, Moraes ainda determinou que o ex-prsidente continue preso no local para cumprir a pena de 27 anos e três meses, determinada pela Corte pela tentiva de golpe de Estado em 2022.
Segundo envolvidos no monitoramento, não houve, até o momento, identificação de ameaça concreta, risco de resgate ou plano de fuga.
Uma das medidas de segurança adotadas foi um controle reforçado de quem tem acesso ao local. Apenas visitantes e servidores previamente autorizados podem entrar no prédio, com checagem individualizada do motivo da presença e registro do destino exato de cada um.
O objetivo da PF é impedir a aproximação indevida de curiosos ou de funcionários sem vínculo direto com a custódia.
Nesse protocolo, as visitas feitas a Bolsonaro passam por revista eletrônica antes de acessar a área restrita. Até o momento, ele recebeu visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL).
Os 10 passos que levaram à prisão de Bolsonaro
Um ofício da Associação dos Servidores da Polícia Federal enviado ao superintendente e datado de 24 de novembro de 2025, obtido pelo O Globo, confirma que o esquema especial afetou a rotina interna.
O documento informa que todas as atividades noturnas, de fins de semana e feriados no Centro de Treinamento e Lazer (CTL) foram suspensas até 7 de dezembro, “em caráter provisório”, para auxiliar nas medidas de segurança.
No corredor que leva ao espaço onde Bolsonaro recebe seus advogados, a PF instalou uma película de privacidade que impede que ele seja visto ou fotografado durante deslocamentos internos ou nos horários de visita.
O setor de inteligência monitora redes sociais, grupos de apoiadores e qualquer movimentação de caravanas que tentem se aproximar da superintendência. No perímetro externo, uma arma anti-drone permanece posicionada para neutralizar eventuais equipamentos aéreos não autorizados.
As refeições entregues ao ex-presidente passam por checagem prévia, medida considerada padrão em custódias sensíveis. O objetivo é descartar riscos de contaminação, sabotagem ou ingresso de objetos proibidos.
Além disso, equipes da PF permanecem de prontidão 24 horas por dia no entorno da cela e no perímetro externo, preparadas para reagir a tumultos, tentativas de invasão ou qualquer outro incidente fora do padrão.
*Sob supervisão de Pablo Brito









