Ex-prefeito do Meio-Oeste de SC começa a cumprir pena por fraudes em licitação

Ele foi condenado a mais de sete anos de prisão em ação derivada da Operação Patrola, que investigou irregularidades em 39 municípios catarinenses

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Justiça inicia julgamento de padrasto por morte de criança de 4 anos em Florianópolis (Foto: Banco de Imagem, Reprodução)

Além disso, a Justiça determinou que os três réus paguem R$ 20 mil ao município (Foto: Banco de Imagem, Reprodução)

O ex-prefeito de Alto Bela Vista, no Meio-Oeste de Santa Catarina, Sérgio Luiz Schmitz, começou a cumprir a pena de sete anos e seis meses de prisão por fraude em licitação e corrupção passiva. Ele se apresentou na segunda-feira (24) ao Presídio Regional de Concórdia, após a condenação transitar em julgado.

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A decisão integra a segunda fase da Operação Patrola, deflagrada em março de 2016 pela Promotoria de Justiça de Tangará, com apoio do Grupo Especial Anticorrupção (Geac) e do Gaeco. As investigações revelaram um esquema de fraudes em licitações para aquisição de peças, serviços e máquinas pesadas em 39 municípios catarinenses.

O Ministério Público aponta que o esquema envolvia prefeitos, ex-prefeitos, servidores e empresários, com pagamento de propina, superfaturamento e manipulação de processos licitatórios. No total, 44 ações criminais foram movidas, incluindo 15 contra prefeitos que estavam no exercício do cargo.

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Em Alto Bela Vista, os promotores identificaram que um dos sócios da empresa fornecedora negociou diretamente com Schmitz. Após receber o memorial descritivo da máquina, o então prefeito teria autorizado a abertura da licitação com exigências que restringiam a concorrência. Em troca, conforme a denúncia, recebeu R$ 20 mil em propina, entregue em um envelope para evitar rastreamento.

A falta de competitividade e o pagamento de vantagens indevidas permitiram o superfaturamento da compra da retroescavadeira. Enquanto o equipamento custava entre R$ 175 mil e R$ 210 mil no mercado, o município pagou R$ 254,5 mil, valor que incluía a propina ao agente público.

Condenação e pena ampliada

Schmitz havia sido condenado inicialmente a três anos e um mês de detenção e três anos e quatro meses de reclusão. Após recurso do Ministério Público, a pena foi ampliada para três anos, um mês e 10 dias de detenção (regime aberto) e quatro anos, um mês e 23 dias de reclusão (regime semiaberto), somando mais de sete anos de prisão.

Dois empresários também foram condenados a penas de dois anos e dois meses de detenção e dois anos e oito meses de reclusão, com homologação dos acordos de colaboração premiada. Além das penas, a Justiça determinou que os três réus paguem R$ 20 mil ao município a título de reparação de danos, acrescidos de correção monetária e juros.

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A reportagem tenta contato com a defesa do ex-prefeito, e o espaço segue aberto para manifestação.