Golpe em Chapecó: criminosos usam nomes de empresas e até do prefeito para aplicar fraudes

Golpe usa nomes de empresas conhecidas e até do prefeito João Rodrigues para retirar mercadorias com documentos falsos

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Polícia Civil de Chapecó emitiu alerta após série de fraudes causar prejuízo a comerciantes da região (Foto: Ricardo Wolffenbüttel, SECOM)

A Polícia Civil de Chapecó emitiu um alerta após identificar um novo golpe que vem causando prejuízos altos no comércio local e em outras cidades do Oeste de Santa Catarina. Criminosos têm usado nomes de grandes empresas e até do prefeito João Rodrigues para conseguir mercadorias de forma fraudulenta.

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Como o golpe funciona

Os suspeitos entram em contato com lojas usando números com DDD de Chapecó. Eles se passam por empresários, donos de imobiliárias ou até por políticos conhecidos. Depois, solicitam compras parceladas de eletrodomésticos, eletrônicos e materiais de construção.

Com documentos falsos de empresas reais, conseguem convencer os fornecedores a liberar as mercadorias. Para retirar os produtos, contratam motoristas de boa-fé. Após o carregamento, pedem fotos da carga e a localização em tempo real.

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Em seguida, enviam um endereço falso, muitas vezes no Rio Grande do Sul. Chegando lá, os motoristas são orientados a deixar os produtos na rua, em frente a casas escolhidas aleatoriamente. Os criminosos recolhem a carga logo depois.

Orientações da Polícia

A Polícia Civil pede que os comerciantes sempre confirmem pedidos diretamente com o setor de compras das empresas, mesmo quando parecer uma negociação comum.

A orientação também vale para motoristas: antes de transportar qualquer carga, é importante confirmar o destino real e informar o fornecedor. Caso haja intenção ou suspeita de irregularidade, o motorista pode responder por receptação.

Nome do prefeito foi usado no golpe

Na quinta-feira (27), os criminosos usaram um telefone com DDD de Chapecó e se passaram pelo prefeito João Rodrigues para solicitar mercadorias, repetindo o mesmo modo de atuação.

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Investigações seguem em SC e no RS

Um inquérito já foi aberto em Caxias do Sul (RS). Outro será instaurado pela Polícia Civil de Chapecó para identificar os responsáveis e localizar os materiais desviados.