Inflação fecha 2025 em 4,26% e fica dentro da meta; dezembro tem IPCA de 0,33%

Preços de produtos e serviços de transporte e saúde tiveram maior impacto na alta do último mês do ano

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Carro de transporte por aplicativo

Alta em preços de transporte por aplicativo (foto) e passagens aéreas, no grupo de Transportes, tiveram maior impacto na alta de preços de dezembro (Foto: Rovena Rosa, Agência Brasil)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do país, teve alta de 0,33% em dezembro, quase o dobro do registrado no mês anterior, quando o resultado foi de 0,18%.

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Com o resultado, a inflação do país fechou o ano de 2025 em 4,26%, dentro da meta do governo, que ia até 4,5% no acumulado de 12 meses. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa foi a primeira vez desde 2019 que o IPCA terminou dentro da meta em um período acumulado de 12 meses. Foi também o quinto menor resultado de inflação anual registrado pelo IBGE desde 1995. O melhor desempenho recente havia sido em 2018, com quando o aumento de preços havia fechado o ano em 3,75%. Em 2024, a inflação terminou o ano em 4,83%, levemente acima da meta do Banco Central.

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Desempenho de dezembro

De acordo com o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro, com exceção da divisão de Habitação, responsável por queda de 0,33%. Neste campo, o principal impacto foi a redução na energia elétrica em função da mudança da bandeira tarifária vermelha faixa 1, que estava em vigor em novembro, para a amarela, que passou a ser aplicada em dezembro.

Com 0,74% de alta, a maior variação veio do grupo de Transportes, que resultou no maior impacto no aumento geral de preços do mês no país (0,15 ponto percentual no índice total do mês). Nessa área, o IBGE atribui o aumento à elevação nos preços do transporte por aplicativo e de passagens aéreas, além de acréscimos também em preços de combustíveis. Em seguida, aparece Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e impacto de 0,07 ponto percentual no resultado final.

O grupo Artigos de residência teve a segunda maior alta no mês passado, com acréscimo de 0,64%. Em novembro, o setor havia registrado recuo de 1% nos preços. Nessa área, conforme o IBGE, o resultado é reflexo de aumentos de TV, som e informática e de aparelhos eletrônicos.

Resultados na alimentação

O grupo Alimentação e bebidas teve aumento de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio teve alta de 0,14%, após acumular seis meses seguidos de queda. O principal motivo foram aumentos na cebola, batata-inglesa e carnes. O leite e o tomate foram os preços que tiveram as maiores quedas, equilibrando o indicador deste grupo pesquisado.

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Já a Alimentação fora do domicílio aumentou 0,60%, acima do registrado no mês anterior, quando o resultado foi de 0,46%, resultado de aumentos no lanche e na refeição.

O IPCA calcula o custo de vida para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 produtos e serviços, em 10 regiões metropolitanas de capitais.

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* Com informações de Agência Brasil