Casal que deixou prejuízo de mais de R$ 400 mil em venda de consórcios em SC é preso

Dupla atuava oferecendo cartas de consórcio supostamente contempladas, e utilizava dados e pagamento das vítimas para abrir contas bancárias e financiar veículos

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Casal foi preso na região da Praça da Sé, em SP (Foto: PCSC, Reprodução)

Um casal que aplicava golpes envolvendo a venda de supostas cartas de consórcio contempladas em Santa Catarina foi preso na capital paulista na quarta-feira (14). Eles são investigados por causarem um prejuízo que ultrapassa os R$ 400 mil a diversas vítimas.

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De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a prisão aconteceu através da Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça (DPCO). O homem, de 30 anos, se apresentava às vítimas como “Otto”. Ele atuava junto com a mulher de 28 anos, que também foi presa.

Os dois tinham mandados de prisão ativos e fugiram para São Paulo. Ao longo das investigações, eles foram localizados e presos na região central de São Paulo, próximo à praça da Sé.

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Segundo o delegado Matheus Pires Mundim, responsável pelo caso, o homem é natural do Rio de Janeiro e a mulher de Palhoça. Eles tinham residência em Palhoça e em São José, e aplicavam golpes majoritariamente em Palhoça, mas também em São José e Florianópolis.

A polícia já havia cumprido mandados de busca e apreensão ligados ao caso, momento em que foram apreendidos R$ 83 mil em espécie, uma maleta de pistola, munições e outros itens que integram as investigações.

Nesta quarta, R$ 6 mil em espécie foram apreendidos com o casal em São Paulo, assim como uma pistola com numeração suprimida e munições. Foi lavrado auto de prisão em flagrante também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Como funcionava golpe do consórcio

Uma suposta carta de consórcio contemplada era oferecida, e os golpistas induziam as vítimas, através de falsas promessas, a acreditar que seria possível adquirir bens de forma rápida e fácil. Dessa forma, as vítimas faziam pagamentos iniciais, referentes ao que supostamente seriam as “parcelas de entrada”, “taxa administrativa”, entre outras justificativas.

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Porém, depois do prazo acordado para a liberação do crédito, o valor não era entregue, o que resultava no prejuízo financeiro. Com os dados das vítimas, os golpistas abriam contas bancárias, financiavam veículos, compravam eletrodomésticos e telefones de última geração para depois vender.

Os investigados foram encaminhados à 8ª Delegacia de Polícia da Capital do Estado de São Paulo, onde ficarão à disposição da Justiça. A operação teve apoio das Polícias Militar e Civil de São Paulo.