O motivo para os bancos centrais europeus voltarem a recomendar dinheiro “embaixo do colchão”

Especialistas explicam por que o uso de dinheiro vivo está crescendo em diversos países da Europa

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Instituições financeiras da zona do euro começam a tomar medidas de precaução frente às incertezas geopolíticas (Foto: Banco de Imagens)

Instituições financeiras da zona do euro começam a tomar medidas de precaução frente às incertezas geopolíticas (Foto: Banco de Imagens)

Manter dinheiro guardado em casa voltou a ser uma tática de segurança inteligente e recomendada por autoridades. A incerteza geopolítica e o risco de apagões digitais fazem com que bancos centrais sugiram reservas em espécie como margem de segurança. Essa prática visa evitar o desabastecimento pessoal quando as máquinas de cartão param de funcionar.

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Embora o pagamento online seja prático, ele depende de uma infraestrutura que pode sofrer interrupções súbitas. Portanto, especialistas recomendam que cada cidadão tenha uma quantia mínima para sobreviver a alguns dias de isolamento tecnológico. Como um escudo contra ataques hackers.

Quanto dinheiro os especialistas recomendam guardar

As sugestões europeias servem como um excelente parâmetro para quem deseja se prevenir agora.

O banco central holandês estipulou valores entre 200 e 500 euros para as despesas básicas de uma família. Enquanto isso, o Riksbank sueco propõe o equivalente a 170 euros por pessoa como margem de segurança.

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Na Polônia, economistas defendem que ter cerca de 1.000 PLN garante o acesso a combustível e comida em emergências. Esses montantes cobrem aproximadamente uma semana de gastos essenciais.

É importante lembrar que essa reserva deve estar acessível fisicamente para uso imediato em caso de pane geral.

Por que o dinheiro físico está circulando mais

Apesar da modernização dos bancos, a quantidade de dinheiro em circulação está aumentando constantemente nos últimos anos. Esse fenômeno ocorre pela necessidade de cautela diante de guerras, ataques hackers e memórias da pandemia.

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O dinheiro físico oferece uma camada de proteção que o saldo digital não consegue prover em apagões. Contudo, as autoridades deixam claro que não se trata de uma recomendação para “fugir dos bancos” ou encerrar contas.

A orientação é apenas adicionar o dinheiro vivo ao plano de emergência familiar, ao lado de água e remédios. Estar preparado para falhas eletrônicas é hoje uma parte fundamental da educação financeira e da segurança pessoal.

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