Vaticano recusa convite para Conselho da Paz de Trump com “ingresso” de R$ 5,2 bilhões

Organismo internacional foi lançado por Donald Trump em janeiro e conta com participação de cerca de 20 países

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Cardeal Pietro Parolin anunciou decisão (Foto: Vatican News, Reprodução)

O Vaticano anunciou nesta terça-feira (17) que não irá integrar o Conselho da Paz, organismo internacional lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de janeiro. A escolha foi anunciada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin.

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O cardeal confirmou que a Santa Sé não fará parte da iniciativa e destacou o papel da ONU na gestão de crises internacionais. Ainda, reforçou que as Nações Unidas são responsáveis por administrar conflitos no âmbito internacional.

— Para nós, há algumas questões críticas que deveriam ser resolvidas — disse o cardeal, sem especificar do que se trata.

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O que é o Conselho da Paz

Inicialmente, a ideia do conselho era supervisionar a trégua em Gaza e coordenar a reconstrução na região após a guerra entre Israel e Hamas. Porém, a proposta foi ampliada e se tornou uma espécie de órgão para atuar em conflitos internacionais, o que levantou preocupações sobre um possível conflito com as Nações Unidas, que atualmente desempenham esse papel.

Para ter um assento permanente no Conselho da Paz, os países interessados precisam pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões). Os valores arrecadados serão administrados pelo governo Trump.

Cerca de 20 países já aderiram à carta fundadora da entidade. Segundo informações da CNN e da Reuters, são eles:

  • Arábia Saudita
  • Argentina
  • Armênia
  • Azerbaijão
  • Bahrein
  • Belarus
  • Catar
  • Cazaquistão
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Hungria
  • Indonésia
  • Israel
  • Jordânia
  • Kosovo
  • Kuwait
  • Marrocos
  • Paraguai
  • Paquistão
  • Turquia
  • Uzbequistão
  • Vietnã

*Com informações de Exame e CNN Brasil