Navio brasileiro em SC envia primeira carga de produto nobre para produzir etanol na China

Produto derivado do etanol de milho amplia presença brasileira no comércio global

Compartilhe:
Porto de Imbituba envia carga à China

Navio com 62 mil toneladas de DDG partiu do Porto de Imbituba com destino à China no sábado (14) (Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária, Reprodução)

O primeiro navio carregado com DDG (Dried Distillers Grains), coproduto da produção de etanol de milho, partiu no sábado (14) do Porto de Imbituba com destino à China. A embarcação levou cerca de 62 mil toneladas do produto, na primeira remessa brasileira enviada ao mercado chinês após a abertura comercial entre os dois países.

Continua após a publicidade

A autorização para exportação ocorreu após a assinatura de um protocolo sanitário bilateral. A partir disso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou o processo de habilitação das unidades produtoras interessadas. Ao todo, 13 estabelecimentos brasileiros foram autorizados a vender DDG para a China, após passarem por inspeções técnicas e avaliações de requisitos sanitários e de rastreabilidade.

O DDG é um coproduto obtido no processamento do milho para a produção de etanol. Rico em proteínas e fibras, o insumo é utilizado principalmente na alimentação animal. O produto tem ganhado espaço no comércio exterior nos últimos anos, impulsionado pela expansão da indústria de etanol de milho no país.

Continua após a publicidade

Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 791 mil toneladas de DDG. Já em 2025, o volume chegou a 879 mil toneladas até o momento, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços compilados pelo setor. O crescimento acompanha o avanço da produção nacional de etanol de milho, que projeta aumento para a safra 2025/2026.

A China figura entre os principais mercados globais de nutrição animal e, no ano passado, importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa categoria.