A biomassa global de peixes tem registrado queda significativa devido ao aumento constante da temperatura dos oceanos.
Uma pesquisa recente estima uma redução anual de cerca de 19,8% no peso total desses animais.
Pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia e do Museu Nacional de Ciências Naturais (MNCN-CSIC) conduziram o estudo, publicado na quarta-feira (25), na revista científica Nature Ecology & Evolution.
Adaptação limitada
A temperatura corporal dos peixes acompanha o ambiente, tornando-os vulneráveis a mudanças graduais.
Diferentemente de anfíbios que conseguem saltar fora da água quando a temperatura aumenta, esses animais permanecem no oceano e precisam se ajustar continuamente. A exposição prolongada ao calor pode levar à morte.
Algumas espécies resistem melhor que outras, mas os efeitos cumulativos resultam na diminuição geral da biomassa. Essa redução não é uniforme, mas o impacto global é expressivo.
Impactos na pesca
Sendo assim, a retração do volume total de peixes afeta diretamente a atividade pesqueira, que abastece milhões de pessoas ao redor do mundo.
Menos animais disponíveis exigem ajustes no manejo dos estoques e maior atenção à reposição das espécies.
Espécies de mudanças persistentes como essas na temperatura dificultam políticas de conservação, uma vez que o equilíbrio nos ecossistemas depende da manutenção de condições ambientais estáveis, que agora se mostram ameaçadas.
Sinais de alerta
O aquecimento crônico dos oceanos vem evidenciando transformações contínuas nos mares; reduzir quase um quinto da biomassa global indica não apenas alterações na biodiversidade, mas também desafios para atividades humanas ligadas ao mar.
A pesquisa reforça a necessidade de monitoramento constante das populações e das condições das águas.
Por Helena Merencio




