Quem entra no lugar do Irã se o país não for à Copa do Mundo?

Tensão no Oriente Médio tem potencial para impactar no Mundial de futebol

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Taça da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Stew Milne, FIFA via Getty Images)

Taça da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Stew Milne, FIFA via Getty Images)

O conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente Estados Unidos, Israel e Irã, pode ter consequências na Copa do Mundo de 2026, que começa em junho. Os ataques norte-americanos e israelenses sobre o território iraniano desencadearam uma série de problemas mundo afora e o esporte não escapou ileso.

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Não é de hoje que o Irã sofre ataques políticos e militares dos Estados Unidos, uma das sedes do Mundial deste ano, mas com a escalada sem precedentes dos combates entre as duas nações, a participação do país asiático na competição se tornou incerta.

A seleção do Irã está no grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, contra quem estreia no dia 15 de junho. Os três jogos dos iranianos serão em território norte-americano, o que tornará as partidas em eventos políticos, sob os olhares atentos do planeta.

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Porém, autoridades esportivas do Irã já se manifestaram com um tom de falta de clima para participarem da Copa.

– Com o que aconteceu hoje [sábado] e com o ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar para a Copa do Mundo com esperança, mas são os dirigentes do esporte que devem decidir sobre isso – disse o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.

Se o Irã, de fato, se recusar a participar da Copa do Mundo, o próprio regulamento da competição prevê a substituição. Caberá à Federação Asiática, em conjunto com a Fifa, definir quem herdaria a vaga. Atualmente, os principais cotados são os Emirados Árabes Unidos, primeiro time na classificação logo atrás do Irã nas Eliminatórias daquele continente, ou o Iraque, que participará da repescagem mundial em março.

Por enquanto, a Fifa se mantém discreta em relação a qualquer posicionamento oficial. O secretário-geral da entidade, Mathias Grafstrom, afirmou estar acompanhando a situação, mas julga ainda ser prematuro para fazer qualquer comentário.

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O presidente Gianni Infantino não se manifestou publicamente até o momento. Ele e Donald Trump mantêm relações próximas, mais do que com os líderes do México e do Canadá, os demais países-sedes do Mundial.