Entenda o que é o cinturão BMF do UFC, próxima disputa de Charles do Bronx

Brasileiro enfrenta Max Holloway neste sábado (7), na luta principal do UFC 326

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Max Holloway é o atual dono do cinturão BMF (Foto: Divulgação, UFC)

Charles “do Bronx” Oliveira vai em busca de mais uma conquista histórica neste sábado (7). O ex-campeão da categoria peso-leve busca agora o segundo título da carreira no UFC: o cinturão BMF. O embate será contra o americano Max Holloway, na luta principal do evento numerado 326.

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O brasileiro é detentor do recorde de maior número de finalizações da história da organização. Charles agora se prepara para a revanche contra o havaiano, que pode garantir mais um cinturão para o currículo.

O que é o cinturão BMF do UFC

O cinturão BMF — Baddest Motherf*****, em inglês, ou “Filho da Mãe mais Casca-Grossa”, em tradução livre — foi criado em 2019 para premiar o lutador mais “barra pesada” da atualidade no mundo. Desde então, o título honorário já passou pelas mãos de três lutadores, e Holloway tenta a segunda defesa.

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A cinta prateada é um marco para a era moderna do UFC, pois é estreitamente ligada com o caráter comercial, lucrativo e de entretenimento da maior organização de MMA do mundo. O BMF premia o lutador que mais empolga e cativa o público nos combates.

O cinturão não é considerado um título “oficial”, como as cintas douradas dos campeões lineares, mas o marketing e mídia sobre os embates o torna cada vez mais desejado. A ideia é que o BMF seja uma forma de premiar os lutadores que prezam pela “pancadaria sincera” e não tanto pela vitória.

Dessa forma, os “combates BMF” também exigem posturas e táticas diferentes dos atletas. O público espera, em especial, troca de golpes, luta em pé, provocações e, acima de tudo, entretenimento. É preciso entrar em um acordo de violência mútua, machucar e ser machucado.

Por esse motivo, Charles do Bronx é o primeiro grappler — lutador especializado em luta agarrada — a disputar o cinturão. Todos os donos e desafiantes até então tinham como especialidade o boxe, tal como Holloway, que carrega o recorde de mais golpes significativos conectados da história do UFC (3655).

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O brasileiro é recordista de vitórias pela via rápida (21), sendo 17 por finalização, outro recorde. A forma como Charles luta — marchando para frente e buscando trocar golpes antes de aplicar o jiu-jitsu — foi fundamental para que fosse promovido como desafiante.

Além disso, do Bronx é um dos lutadores mais midiáticos do Ultimate na atualidade. Foi o próprio Charles que sugeriu o combate, após vencer Mateusz Gamrot, no UFC Rio, em outubro do ano passado.

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— Hunter (diretor comercial do UFC), Charles Oliveira contra Max Holloway, BMF. Vamos fazer acontecer essa? — sugeriu.

A história do Cinturão BMF

O cinturão surgiu no UFC 244, no embate entre Nate Diaz e Jorge Masvidal, em Nova York, em novembro de 2019. Os dois participantes são basicamente os “fundadores do BMF”.

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Após vencer Anthony Pettis no UFC 241, Nate Diaz desafiou Masvidal para um embate durante a entrevista pós-luta.

— Estamos lutando pelo “Cinturão do Filho da P*** Mais Casca-Grossa” desse jogo, e ele é meu. Gostaria de defendê-lo contra Jorge Masvidal — afirmou.

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A sugestão agradou a companhia e os fãs. Nate, conhecido por seu estilo inconsequente e muito emocionante, encarna o personagem de durão ao lado de seu irmão Nick desde que entrou no Ultimate.

No UFC 244, Diaz e Masvidal disputaram o cinturão inaugural. Após três rounds movimentados e com bastante trocação, a luta foi interrompida devido a um corte acima do olho de Nate, e Masvidal saiu com o título, entregue pelo ator e lenda da WWE Dwayne “The Rock” Johnson. 

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O fim da luta foi considerada decepcionante pelo público. Depois de três anos e meio de inatividade, o cinturão voltou a ser disputado com a aposentadoria de Masvidal.

Dustin Poirier e Justin Gaethje foram escalados para uma revanche na luta principal do UFC 291, em julho de 2023, valendo o posto de BMF. Gaethje acertou um chute alto que nocauteou o oponente, conquistando o cinturão no 2º round. 

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No histórico UFC 300, Max Holloway conquistou o BMF em uma performance impecável contra Justin Gaethje, que encerrou com o considerado “o nocaute mais espetacular da história do UFC”.

Faltando 10 segundos e com a luta já ganha pela pontuação, o ex-campeão peso-pena chamou Gaethje para o centro do Octógono. Os dois começaram a trocar golpes de forma franca, com o havaiano acertando um cruzado de direita no queixo de Gaethje, nocauteando-o imadiatamente.

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Holloway ainda defendeu o cinturão BMF, em uma verdadeira guerra contra Dustin Poirier. O havaiano levou a melhor por decisão unânime, em uma luta equilibrada que marcou a aposentadoria de Poirier.

Charles já enfrentou três desafiantes do BMF na carreira. O brasileiro defendeu o cinturão peso-leve contra Poirier e Gaethje, finalizando os dois com um mata-leão. Na primeira luta contra Holloway, Charles do Bronx teve um mal súbito, encerrando a luta por nocaute técnico.

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A revanche entre Max Holloway e Chales “do Bronx” Oliveira, neste sábado (7), acontece na T-Mobile Arena, em Las Vegas. O Card Preliminar começa às 19h, enquanto as lutas principais estão previstas para às 22h (de Brasília). A transmissão ao vivo e com imagens será pela Paramount+.

*Sob supervisão de Marcos Jordão