O ex-modelo internacional Álvaro Jacomossi Júnior, de 45 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina por suspeita de tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo na região da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, conforme informação divulgada nesta segunda-feira (9). Álvaro foi preso no dia 21 de fevereiro por suspeita de fornecer entorpecentes em festas de alto padrão realizadas na capital catarinense.
A 18ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital também pediu a conversão da prisão temporária de Álvaro em prisão preventiva. O ex-modelo era investigado pela Polícia Civil e, em um mandado de busca e apreensão no dia 10 de fevereiro, foram encontradas porções de haxixe que somavam quase 80 gramas e pouco mais de 1 grama de cocaína. Também foram localizados uma pistola calibre .380, três carregadores e 35 munições.
Quando foi abordado, Álvaro fugiu pela janela da pousada e entrou em uma área de mata, o que teria impedido o flagrante. Cerca de 11 dias depois, ele foi encontrado na região da Barra da Lagoa, junto com mais um pequena porção de haxixe no veículo conduzido pelo ex-modelo.
A apreensão de drogas, arma e munições, somada às imagens, vídeos e outros elementos coletados pela Polícia Civil, reforçam a suspeita de tráfico habitual, segundo a promotora de Justiça Isis Pereira Mendes. No inquérito, há registros que mostram porções de entorpecentes embaladas supostamente para venda, além de gravações que indicam a produção artesanal de haxixe.
Para a promotoria, a arma também era utilizada para resguardar o tráfico, já que ela era guardada no mesmo local em que as drogas eram mantidas.
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Condenações anteriores
Segundo o Ministério Público, Álvaro já havia sido condenado anteriormente por outros crimes, como tráfico internacional de armas, o que “evidencia risco de reiteração criminosa e necessidade de conversão da prisão temporária em prisão preventiva”. A Justiça ainda não se manifestou sobre o recebimento da denúncia.
Natural de Blumenau, Álvaro Jacomossi Júnior já atuou como modelo tanto no Brasil quanto fora do país, mas passou a se dedicar ao crime nos últimos anos, segundo a Polícia Civil.
Na ocasião em que foi preso, a defesa de Jacomossi afirmou que a prisão temporária possui “natureza cautelar e não representa juízo definito de culpa”.
“A defesa já está adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar os direitos constitucionais do investigado, especialmente o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, pilares do Estado Democrático de Direito”, disse o advogado Davi de Souza.
Confira a nota na íntegra
“A defesa de Álvaro Jacomossi Junior vem a público esclarecer que foi decretada sua prisão temporária no âmbito de investigação ainda em fase inicial, destinada à apuração de supostos fatos que serão devidamente analisados no curso do inquérito policial.
Ressaltamos que a prisão temporária possui natureza cautelar e não representa juízo definitivo de culpa, tratando-se de medida provisória vinculada à investigação, cujo mérito ainda será amplamente discutido.
A defesa já está adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar os direitos constitucionais do investigado, especialmente o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, pilares do Estado Democrático de Direito.
Reiteramos confiança na atuação do Poder Judiciário e reforçamos que eventuais esclarecimentos ocorrerão nos autos do processo, ambiente adequado para análise técnica e jurídica dos fatos.”








