Justiça manda colocar tornozeleira eletrônica em idoso de Blumenau que não tem as pernas

Homem de 68 anos recebeu recentemente condenação por um acidente de trânsito ocorrido há uma década

Compartilhe:

Episódio inusitado ocorreu no Presídio Regional de Blumenau (Foto: Arquivo NSC)

Uma decisão judicial repercutiu em Blumenau. Isso porque o documento determinava que um idoso deixasse a cadeia mediante monitoramento eletrônico. O mais frequente seria a tornozeleira eletrônica. Porém, o homem não tem as duas pernas e essa informação foi frisada pelo advogado no processo que pedia a prisão domiciliar.

Continua após a publicidade

Com 15 anos de carreira, o advogado Diego Valgas revelou nunca ter passado por algo assim. Ele conta que o cliente tem 68 anos e, entre 2024 e 2025, acabou amputando as pernas por causa da diabete. Recentemente, o homem recebeu a condenação final por homicídio no trânsito, em um acidente ocorrido há cerca de 10 anos. A pena ficou definida em 5 anos de prisão em regime semiaberto.

Com a sentença, o idoso foi preso na terça-feira (10) e levado para o Presídio Regional de Blumenau. A defesa então entrou com o pedido para prisão domiciliar diante da idade avançada e do quadro de saúde do cliente. A própria direção do presídio teria feito um documento afirmando não ter condições de manter o homem no local.

Continua após a publicidade

A decisão judicial saiu na noite de quinta-feira (12). O idoso conseguiu o direito de cumprir a pena em casa, mas precisaria usar tornozeleira eletrônica. Ao perceber que o homem não tinha nenhuma das pernas para colocar o dispositivo, a Polícia Penal avisou Valgas que o cliente não seria solto, pois não é possível prender o dispositivo em outras partes do corpo, como o pulso, por exemplo.

O advogado precisou acionar o juiz plantonista para conseguir resolver o caso. Já era por volta da 1h30min da madrugada desta sexta-feira (13) quando o idoso teve autorização para deixar a cadeia sem o dispositivo. Ele deve passar 24 horas do dia em casa. A única exceção é para casos médicos.

Confira o que diz o advogado do homem