BR-101 pode ter solução “puxadinho” após falta de acordo para novas obras

Trecho Norte da BR-101 em SC possui 4 dos 10 trechos mais violentos do Brasil em rodovias federais

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BR-101, em Itajaí (Foto: Luiz Carlos de Souza, NSC TV)

Uma Ação Civil Pública (ACP) movida pela Prefeitura de Penha, em 2022, pode apontar um caminho alternativo para destravar obras de ampliação no já colapsado trecho Norte da BR-101, em Santa Catarina. À época, o município ingressou com pedido para a implantação de terceiras faixas ao longo de 47 quilômetros, entre Penha e Itapema.

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Segundo a FIESC, por meio do presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, já existe projeto executivo pronto para a obra. Caso a Justiça determine sua execução, o projeto precisará ser submetido à ANTT e, uma vez aprovado, implantado. Evidentemente, o custo acabaria incorporado à tarifa de pedágio.

Imagens mostram caos no cruzamento da BR-101 com a Rodovia Jorge Lacerda e a Avenida Reinaldo Schmithausen, em Itajaí:

É consenso que a melhor saída seria um acordo. No entanto, o Tribunal de Contas da União não conseguiu construir um entendimento entre Arteris, Governo Federal e ANTT. O resultado prático é um retorno à estaca zero, após anos de discussões sobre obras prioritárias que seriam incluídas na chamada otimização do contrato — a prorrogação do prazo da concessão (de 2033 para 2048) e a promessa de mais de 100 intervenções.

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Por ora, fracassou a tentativa de repactuação defendida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. O experiente político, contudo, assegura que a busca por uma solução negociada segue em curso.

Enquanto isso, no cenário atual, a concessionária seguirá até 2033 cobrando pedágio, recuperando pavimento, tapando buracos e realizando manutenção básica, além de atendimentos de emergência. Obras de ampliação, porém, não estão no horizonte dos próximos sete anos, o que tende a aprofundar um caos já instalado.

Prejuízo bilionário

Sem a execução das novas obras, a FIESC estima um prejuízo acumulado de R$ 14,6 bilhões até 2048. Já a Fetrancesc projeta uma perda de competitividade de R$ 1,2 bilhão por ano para o setor de transporte e para a economia catarinense.