Recém-casada e gerente de loja: quem era mulher morta com tiro pelo marido em SC

Caso é investigado como feminicídio em São Lourenço do Oeste

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Sara Bianca Moyses

Sara Bianca Moyses Fabian Schneider. (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

Uma mulher de 29 anos foi morta a tiro de espingarda dentro da própria casa, em São Lourenço do Oeste, no Oeste de Santa Catarina. A vítima, identificada como Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, foi assassinada pelo marido, o advogado Sergio Fabian Schneider, na quarta-feira (18).

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Sara era gerente de uma loja de roupas, havia se casado recentemente e era descrita por amigos como uma pessoa doce, tímida e amigável. O crime ocorreu na suíte do casal.

Nas redes sociais, a vítima compartilhava registros de viagens, momentos em família e declarações ao marido. Em uma das publicações, escreveu sobre a relação: “Pra mim, príncipe é quem não solta sua mão nos momentos mais difíceis. É quem dá tudo de si — e mais um pouco — pra estar com você. E foi isso que o homem que eu escolhi pra minha vida fez”.

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O casal estava junto há cerca de sete anos, tinha uma filha de 4 anos e oficializou a união no civil em setembro de 2025, em uma cerimônia para poucos convidados. A vítima havia se mudado há pouco tempo para Santa Catarina.

Uma amiga, que trabalhou com Sara no Paraná, afirmou que vai lembrar dela como “uma menina tímida, mas extremamente doce, amável e querida”, disse em entrevista ao g1/SC. Ainda segundo o relato, ela era dedicada ao trabalho e mantinha boas relações por onde passava.

O suspeito se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, confessou o crime e foi preso em flagrante. Após audiência de custódia realizada na quinta-feira (19), a prisão foi convertida em preventiva.

Como o crime aconteceu

De acordo com a Polícia Civil, momentos antes do crime o casal teria se desentendido. Durante a discussão, a mulher manifestou o desejo de se mudar para o Paraná com a filha.

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A criança estava na casa no momento do crime, junto com a avó.

Ainda conforme a investigação, após o disparo, o homem tentou disfarçar a situação, dizendo a familiares que o barulho teria sido provocado pela queda de um móvel no andar superior da residência.

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Na sequência, ele levou a filha a um local seguro e, depois, foi até a delegacia, onde se apresentou e confessou o crime.

O que diz a defesa

Em nota enviada ao g1SC, a defesa do investigado informou que ele está colaborando com as investigações e destacou que as circunstâncias do caso ainda serão esclarecidas ao longo do processo:

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“O acusado se apresentou espontaneamente à polícia, antes mesmo de constituir advogado, e colaborou para o esclarecimento dos fatos, relatando a situação vivenciada pelo casal e as reais circunstâncias em que o fato ocorreu, o que ainda será melhor elucidado durante a instrução processual.”

O caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil.