A história da médica que se tornou a primeira general do Brasil: “Competência não têm gênero”

Conheça a trajetória de Cláudia Lima Gusmão Cacho, a primeira mulher promovida pelo Exército ao posto de general de brigada

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Natural do Recife, Cláudia possui quase três décadas de dedicação ao serviço militar (Foto: Exército do Brasil, Digulgação)

O Exército brasileiro promoveu a médica Cláudia Lima Gusmão Cacho ao posto de general de brigada. A cerimônia ocorreu nesta quarta-feira (1º) em Brasília. Com quase 30 anos de serviços prestados, ela é a primeira mulher a alcançar o generalato na história da Força Terrestre, segundo o g1. Com a promoção, Cláudia assume a direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB).

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Três décadas de serviço militar

Natural do Recife, Cláudia possui quase três décadas de serviço militar. Ela ingressou no Exército aos 27 anos, após se formar em medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE) aos 22 anos e concluir especialização em pediatria.

Durante a cerimônia, ela recebeu a espada de general e o bastão de comando. Cláudia foi a única mulher entre os 30 oficiais promovidos na solenidade. Foram promovidos 17 coronéis a general de brigada, 11 generais de brigada a general de divisão e 2 generais de divisão a general de Exército.

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Ao longo da carreira, Cláudia serviu em sete estados brasileiros e no Distrito Federal. Ela atuou no Rio de Janeiro, Rondônia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Mérito profissional e desempenho de funções de comando

O Alto-Comando do Exército realizou a escolha dos oficiais-generais promovidos. Os critérios utilizados incluem tempo de serviço, mérito profissional e desempenho em funções de comando. A avaliação considera cursos obrigatórios de altos estudos militares realizados ao longo da carreira.

Cláudia soube da oportunidade para mulheres da área de saúde ingressarem no Exército por meio de um vizinho militar. Na época, ela morava em Goiânia. Até 2026, o posto de soldado não existia para mulheres. Elas ingressavam apenas para as escolas de formação de carreira, por concurso público, ou como militares temporárias por seleção curricular.

Em 2026, o Exército incorporou as primeiras mulheres no serviço militar inicial como soldados. Foram 1.467 pioneiras incorporadas em 13 estados e no Distrito Federal.

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— Responsabilidade e competência não têm gênero. Acreditem em si mesmas. É um momento de muita emoção, foi difícil me segurar. Compartilho com todas as mulheres do Brasil — disse a general.