O que é queratose, condição que vai fazer Lula passar por procedimento

Intervenções no couro cabeludo e no punho são consideradas simples e não exigem repouso ou alteração na agenda do presidente

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24.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a sanção do Projeto de Lei nº 5582, de 2025, que institui o marco legal do combate ao crime organizado no Brasil (Antifacção), no Palácio do Planalto. Brasília - DF.

Lula realiza procedimentos médicos para retirar queratose e tratar tendinite (Foto: Foto: Ricardo Stuckert, PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passará por dois procedimentos médicos nesta sexta-feira (24). Os procedimentos serão feitos para a retirada de queratose no couro cabeludo e uma infiltração no punho direito para tratar uma tendinite no polegar.

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Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), ambos são simples, não exigem repouso e não haverá restrições de agenda.

O que é a queratose, condição de Lula

A queratose se caracteriza por alterações na pele onde ocorre um distúrbio na produção de queratina. Clinicamente, ela se manifesta como áreas ásperas, grossas ou descamativas. Segundo a dermatologista Maria Augusta Maciel (Iamspe/SBD), em entrevista ao g1, é vital identificar o tipo da lesão:

  • Actínica está mais relacionada à exposição solar crônica. Ocorre principalmente em áreas mais foto expostas, como rosto, orelhas e couro cabeludo. É considerada uma lesão pré-maligna (pré-cancerosa) porque pode evoluir para um câncer de pele ou carcinoma escamoso, se não for tratada.
  • Seborreica é uma lesão benigna e muito comum de surgir com o envelhecimento e no tronco. Costuma ter um aspecto mais elevado, às vezes mais escura, e não tem relação direta com o sol, nem com o risco de transformação maligna.
  • Pilar: menos frequente que a actínica e a seborreica, mas também bastante comum, esta se manifesta como pequenas bolinhas ásperas, geralmente nos braços e nas coxas.

Ao g1, a médica Maria Augusta Maciel explica que é importante entender qual tipo em questão, porque o significado do clínico e a conduta podem ser completamente diferentes.

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— É importante dizer que não se trata apenas de um acúmulo de pele. Dependendo do tipo de queratose, pode haver alterações também em camadas mais profundas da epiderme. A actínica, por exemplo, é considerada uma lesão pré-maligna e deve ser tratada e acompanhada. Se não for tratada, ela pode evoluir para um carcinoma espinocelular.

Procedimentos são simples

Como é o processo de remoção da queratose

A remoção da queratose é um procedimento dermatológico comum, realizado em consultório para tratar tanto a variante seborreica (benigna) quanto a actínica (pré-maligna). O objetivo principal é destruir o tecido afetado para que a pele possa se regenerar de forma saudável.

O processo pode variar dependendo da profundidade da lesão e da avaliação médica. Confira os principais métodos utilizados:

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  • Cauterização com bisturi elétrico, chamada de eletro cauterização: feito com anestesia local, com lidocaína
  • Cauterização química: mais usada em lesões mais finas e superficiais. Em geral, é usado o ácido na lesão. “Você toca o ácido da lesão e espera ela ficar branca. Em seguida aquilo depois forma uma casca e cai sozinho”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Carlos Barcaui, ao g1.
  • Criocirurgia: congelamento da lesão com nitrogênio líquido. Usa-se um spray de nitrogênio líquido com intuito de formar uma bolha. Em seguida, o teto dessa bolha, quando se descola, leva o epitélio embora.

Além da cauterização, que é mais comum, o tratamento clínico também pode ser feito por meio de cremes, com laser e com a cirurgia convencional.

Maciel destaca que a cauterização é um procedimento rápido, que costuma durar poucos minutos. Não exige internação e permite que o paciente retome suas atividades praticamente no mesmo dia.

— No couro cabeludo isso é bastante comum para tratar lesões benignas ou até mesmo pré-malignas — afirma a médica, ao g1.

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*Sob supervisão de Pablo Brito