Eleitores vendiam voto por cocaína em Timbé do Sul, aponta Polícia Civil (Foto: Viagens e Caminhos)
Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema de corrupção eleitoral em Timbé do Sul, no Sul de Santa Catarina. Eleitores vendiam seus votos em troca de cocaína, que era chamada de “moeda branca” entre o grupo de criminosos. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (4).
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As apurações iniciaram entre 2021 e 2022, durante investigação relacionada ao tráfico de drogas no município. O caso foi descoberto após a abordagem e prisão em flagrante de um suspeito de tráfico.
Veja quem são os criminosos mais procurados de Santa Catarina
Erick Gabriel Matos Dorigon, o Gordinho Bololo, é natural de Braço do Norte e tem condenação por tráfico de drogas (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Jonny Roger Mafra, o Rato, é natural de Blumenau, tem 41 anos e está foragido desde fevereiro de 2021; ele tem condenações por crimes de lavagem de bens, organização criminosa e crimes ligados a drogas (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Dario de Souza, matou uma mulher em Vidal Ramos, no Alto Vale, com um tiro na cabeça. Foi em 1995 e ele deixou uma arma ao lado para simular suicídio (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Manoel Messias de Jesus Santos possui dois mandados de prisão por conta de dois assassinatos na região de Joinville (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Daniel Mariano roubou, matou e integrou facção criminosa em Joinville (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Os crimes de Gustavo Amarilla (roubo, furto e homicídio qualificados) foram cometidos na região de Lages (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Silvana Seidler foi condenada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver da própria filha (Foto: Divulgação, Polícia Civil)Gabriel Maurilio Ilha é condenado há quase 83 anos de prisão por homicídios relacionados a disputas entre facções (Foto: Divulgação, Polícia Civil)
Eleitores vendiam voto por cocaína em Timbé do Sul
Nas conversas, o suspeito solicitava fotos dos títulos de eleitor e oferecia o pagamento de R$ 50 por voto. Contudo, o repasse não ocorria em dinheiro vivo, mas em porções de cocaína.
Em depoimento, eleitores confirmaram ter enviado os documentos e recebido o equivalente ao valor em drogas antes do pleito. O cruzamento de dados e o relatório da investigação da Polícia Civil apontaram que um candidato a vereador seria o beneficiado direto pelo esquema.
Mensagens trocadas entre o político e o traficante antes e depois do período de votação demonstraram o conhecimento e a contabilidade do esquema. A investigação resultou na responsabilização dos envolvidos perante a Justiça Eleitoral, com uma condenação que reconheceu a prática ilícita apurada pela Polícia Civil.